Menu
Kátia Flávia
Kátia Flávia

TV Cultura e USP ganham aval da Fapesp para pesquisar o futuro da TV

Centro terá cinco anos de pesquisa em inteligência artificial, TV 3.0 e novas narrativas para comunicação pública. Projeto reúne a experiência da Cultura e a produção científica da USP.

Kátia Flávia

22/09/2026 15h35

TV Cultura e USP vão unir televisão, ciência e tecnologia em um centro de pesquisa dedicado ao futuro da comunicação pública, com estudos sobre inteligência artificial, TV 3.0 e novas narrativas.

TV Cultura e USP vão unir televisão, ciência e tecnologia em um centro de pesquisa dedicado ao futuro da comunicação pública, com estudos sobre inteligência artificial, TV 3.0 e novas narrativas.

Eu estava em casa, no meio de uma reunião, quando chegou essa notícia e, dessa vez, eu parei para comemorar. Porque televisão pública investindo em pesquisa, tecnologia e formação não é detalhe de bastidor. É notícia grande. E meus parabéns vão para a TV Cultura, para a USP e para quem conseguiu tirar esse projeto do papel.

A Fapesp aprovou a criação do CCD Comunicação Pública e Transformação Digital, uma parceria entre a Fundação Padre Anchieta, responsável pela TV Cultura, e a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, a ECA-USP. O centro terá duração de cinco anos, de fevereiro de 2027 a janeiro de 2032.

E olhem o tamanho da pauta: inteligência artificial aplicada a acervos audiovisuais e à comunicação pública, plataformas digitais, novas narrativas, TV 3.0 e serviços interativos. Não é usar “IA” no comunicado porque virou a palavra da moda. A proposta prevê pesquisa, laboratórios de experimentação, desenvolvimento e testes de protótipos.

Um dos eixos vai estudar tecnologias para organizar, processar e ampliar o acesso ao acervo da própria TV Cultura. Outro mergulha em novas formas de criação e distribuição audiovisual, especialmente pensando no público infantojuvenil. O terceiro olha para a TV 3.0 e para aquilo que ela poderá abrir em serviços e participação do público.

Maria Angela de Jesus, presidente da Fundação Padre Anchieta, diz que a aproximação com a USP une a experiência da Cultura ao conhecimento acadêmico. Clotilde Perez, diretora da ECA-USP, aponta justamente a ponte entre pesquisa e prática da comunicação pública. E a pesquisadora responsável pelo projeto, Thaís Brianesi, destaca que tecnologias como IA generativa e TV 3.0 precisam estar a serviço do interesse público e do direito à comunicação.

Eu vivo de televisão e comunicação. Então sei o tamanho do feito quando uma emissora não pensa apenas na próxima grade, mas também pesquisa o que a televisão poderá ser daqui a alguns anos. Parabéns, TV Cultura e USP. Pesquisa dentro da comunicação pública é investimento no futuro. E isso, sim, merece comemoração.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado