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Kátia Flávia
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Três Graças parte o Brasil ao meio: Raul vai morar na rua após novo sumiço do pai e trama entra em fase devastadora

Desolado, ferido e sem chão, Raul abandona tudo e afunda numa solidão que deixa a novela mais humana e dolorida do que nunca.

Kátia Flávia

10/01/2026 10h30

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Raul pergunta para si mesmo por que o pai o deixou novamente. Foto: Globo/ Divulgação

Amores, hoje eu sou noveleira e estou com ocoração pesado. Três Graças resolveu não brincar em serviço e jogou o Raul direto no abismo emocional. É daqueles momentos que a gente assiste em silêncio, engole seco e pensa “por que tão fazendo isso com esse menino?”.

Depois de descobrir que Rogério está vivo e, logo em seguida, encarar mais um abandono cruel, Raul simplesmente desanda. O personagem vivido por Paulo Mendes sai do casarão, perde o rumo e passa a morar na rua, em cenas noturnas, frias e profundamente simbólicas. Não é miséria estética, é dor real, daquelas que rasgam por dentro.

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Raul é visto por Gerluce. Foto: Globo/ Divulgação

Convencido de que foi deixado mais uma vez pelo pai, Eduardo Moscovis, Raul vaga sem destino, observa pessoas em situação de rua dormindo e, num gesto que corta o peito, decide se aninhar entre elas. Não é rebeldia. É desistência. É um filho que não entende por que nunca é escolhido.

No dia seguinte, o choque. Gerluce, interpretada por Sophie Charlotte, encontra Raul naquele cenário impensável. Ela pede ajuda, tenta trazê-lo de volta, mas ele está fechado, machucado demais para aceitar qualquer mão estendida. Nem o apelo de Paulinho, vivido por Rômulo Estrela, consegue quebrar essa muralha.

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Raul começa a morar na rua após novo sumiço de Rogério. Foto: Globo/ Divulgação

O próprio Paulo Mendes resume tudo com precisão dolorosa. Raul vira uma bomba emocional. Sem respostas, sem referência paterna, ele é obrigado a crescer à força, assumir responsabilidades e encarar quem ele é, e quem nunca pôde ser. É sofrimento que transforma.

Eu confesso. Estou desolada. Amo Três Graças, amo personagens densos e amo novelas que não subestimam o público. Mas ver o Raul assim dói. Dói porque é real. Dói porque poderia ser qualquer um. E dói porque a gente só quer abraçar esse menino e dizer que ele não está sozinho.

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Raul se aninha no meio de um grupo de pessoas em situação de rua. Foto: Globo/ Divulgação

Preparem o lencinho. A novela entrou numa fase linda, dura e absolutamente necessária.

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