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Kátia Flávia
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“Tirar do armário é uma violência”: Gianecchini expõe pressão sobre sexualidade e explica por que está solteiro há 12 anos

Ator disse que não tem romances para expor e criticou a cobrança para que pessoas revelem a intimidade antes de se sentirem prontas

Kátia Flávia

30/10/2026 18h30

Reynaldo Gianecchini falou sobre sexualidade e vida afetiva em entrevista

Reynaldo Gianecchini falou sobre sexualidade e vida afetiva em entrevista

Reynaldo Gianecchini falou sobre a pressão que enfrenta para expor a própria vida afetiva e sexual. Solteiro há 12 anos, o ator afirmou que parte do público espera ouvir relatos de romances com homens, mas disse não ter obrigação de transformar a intimidade em explicação pública.

Eu tinha acabado de entrar em mais um ambiente da CASACOR quando parei para ler a entrevista com a atenção que ela merece. Porque a frase de Gianecchini não veio para alimentar curiosidade de ninguém; veio para falar de limite, tempo e respeito.

“O que eu posso falar sobre sexualidade é que acho bonito todo mundo olhar e perceber que ela é mais fluida do que você imagina”, afirmou o ator durante participação no programa Alt Tabet, no YouTube. Gianecchini disse que prefere não se colocar em “caixinhas” e que continua vivendo um processo de descoberta.

Eu acho muito fácil o público querer uma resposta pronta, uma etiqueta pendurada no pescoço e uma história completa entregue em entrevista. Só que a vida íntima de alguém não é formulário, minhas filhas. E ninguém deve ser empurrado para uma definição para satisfazer a expectativa alheia.

O ator também relembrou a pressão que sofreu após o fim do casamento com Marília Gabriela. Segundo ele, houve cobranças para que assumisse uma posição pública sobre a sexualidade, inclusive vindas de pessoas da comunidade LGBTQIAPN+.

“Querer tirar do armário é uma violência, não respeitar o tempo de cada um”, declarou Gianecchini. Ele afirmou que cada pessoa tem um ritmo próprio para entender desejos, afetos e a forma como deseja ou não compartilhar isso com o mundo.

Eu percorri aquele espaço cheio de portas, passagens e luzes pensadas para revelar e esconder, e a metáfora veio pronta: sair do armário não pode ser uma ordem dada por plateia, imprensa, fã ou comunidade. Tem que ser escolha de quem vive a própria história.

Gianecchini também criticou o que chama de ataques internos e a cobrança por uma “performance” esperada de pessoas LGBTQIAPN+. A fala dele não é contra pertencimento ou visibilidade; é contra a ideia de que todo mundo precise se contar do mesmo jeito e no mesmo tempo.

Eu sigo pela CASACOR com essa frase martelando: sexualidade não é prova oral. Gianecchini não deve explicação sobre quem ama, com quem fica ou o que prefere preservar. O que ele entregou foi uma conversa necessária sobre respeito.

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