Gente, eu ainda estou na academia do Leblon e hoje o treino simplesmente não anda. Entre uma série e outra, chega essa: Thelminha está deixando a Mocidade Alegre depois de 21 anos. Vinte e um! Eu parei com o peso na mão. Isso já é praticamente um casamento com bodas e tudo.
Thelminha construiu uma parte enorme da vida dela no samba dentro da Morada. Foi ritmista, passista, destaque de chão e destaque da comissão de frente. E tem currículo de campeã para colocar na mesa: esteve presente em oito dos 13 títulos conquistados pela Mocidade Alegre, incluindo o bicampeonato de 2023 e 2024 e o título de 2026.

Neste último Carnaval, ela integrou a comissão de frente representando Léa Garcia, homenageada pela escola no desfile. Agora, meses depois da conquista, veio o anúncio de que essa história chegou ao fim.
E antes que vocês comecem a procurar briga onde não apareceu nenhuma, guardem o espírito de CSI do Carnaval. Thelminha fez uma despedida carinhosa. Disse que sai tranquila e resumiu a decisão numa frase muito adulta para o meu gosto: “Ciclos se encerram”. Também afirmou que a história construída com a escola deixou vários capítulos bonitos para serem lembrados.

No fim, ela mandou um beijo para toda a comunidade da Morada do Samba e fechou: “Ser sambista é um privilégio e ter pertencido à Mocidade Alegre sempre será motivo de orgulho.” Depois de 21 anos, oito campeonatos e uma vida atravessando aquela avenida, realmente tem despedida que dispensa confete.