Dwayne Johnson abriu o jogo sobre um susto de saúde vivido no início do ano e sobre a frustração por ter ficado fora do Oscar. Em entrevista à revista Esquire, o ator contou que encontrou um caroço em um dos testículos, ouviu do médico a possibilidade de câncer e precisou cumprir uma agenda de divulgação enquanto aguardava o diagnóstico.
Depois do espetáculo de Shakira, fechei o armário, larguei a camisa amarela em cima da cama e voltei correndo para a sala porque a abertura da Copa do Mundo ainda estava rendendo mais figurino que desfile internacional. A televisão seguia ligada, o grupo das amigas comentava cada detalhe como se fosse banca de jurados e eu tentava decidir se aquele body amarelo da Shakira tinha me inspirado ou humilhado. Foi nesse intervalo entre um comentário sobre palco, luz e coreografia que apareceu Dwayne Johnson contando que achou um caroço no testículo e passou 24 horas achando que poderia estar com câncer. Minha filha, até o volume da TV pareceu baixar sozinho. Porque The Rock pode ser uma muralha de músculos, mas susto de saúde derruba qualquer personagem.

O ator contou que encontrou o caroço antes de viajar para um evento de divulgação de Jumanji. Ele procurou um médico, que inicialmente levantou a possibilidade de epididimite, uma inflamação no epidídimo, estrutura ligada ao testículo. Mas o profissional também citou a possibilidade de câncer e pediu um ultrassom para o dia seguinte.
Johnson disse que precisou atravessar cerca de 24 horas sem saber o diagnóstico enquanto cumpria compromissos públicos.
“Eu tive que conviver com essa dúvida por 24 horas, sem saber o que era. E, ao mesmo tempo, precisava passar o dia inteiro fazendo piadas, discursos e participando dos eventos. Mas está tudo bem”, contou.
O exame confirmou que não era câncer. O problema era mesmo epididimite, condição que pode causar dor, inchaço e sensibilidade na região, geralmente relacionada a inflamações ou infecções.
Na mesma entrevista, o ator também falou sobre a frustração por não ter sido indicado ao Oscar pelo drama The Smashing Machine. O papel havia sido visto como uma possível virada dramática em sua carreira, mas a indicação não veio.
“Teria sido incrível ser indicado ao Oscar. Eu percebi muito rápido que é raro chegar a esse nível em que você sequer tem essas conversas. E é empolgante! Teria sido incrível. Eu queria que tivesse acontecido. Mas não aconteceu”, afirmou.
Mesmo assim, Johnson disse que não tratou a ausência como algo irrelevante. Pelo contrário: a frustração virou combustível.
“Mas, de jeito nenhum, eu pensei: ‘Ah, isso não importa’. Eu sempre achei que importava. E isso acendeu um fogo na minha espinha, que é: vamos voltar ao trabalho”, declarou.
O astro também explicou que decidiu manter opiniões políticas longe das conversas públicas. Segundo ele, o clima de divisão entre fãs e o excesso de brigas tornaram esse tipo de exposição mais desgastante.
“O que aprendi com a experiência é que preciso manter o foco no principal. E o principal para mim é criar, fazer arte e contar histórias. Aprendi que vou manter minha política para mim mesmo”, disse.
Johnson ainda comentou sua visão sobre inteligência artificial, dizendo que prefere olhar para grandes mudanças com cautela, mas sem medo. Para ele, o caminho é entender e explorar as transformações, sem simplesmente “enfiar a cabeça na areia”.

Agora, depois do mergulho mais dramático em The Smashing Machine, o ator volta aos grandes blockbusters com a versão live-action de Moana, da Disney, em que repete o papel do semideus Maui. Ele também segue ligado a franquias como Jumanji, que marcaram sua fase mais popular no cinema.
Quando a transmissão voltou para o clima de festa, eu ainda estava pensando que existe uma diferença enorme entre parecer invencível e ser invencível. Dwayne Johnson construiu uma carreira em cima da força, do carisma e do corpo quase mitológico. Mas bastou um exame pendente para lembrar que ninguém é personagem o tempo todo. Nem The Rock. Nem Maui. Nem astro de bilheteria. A vida real, meu amor, não respeita trailer.