Thaila Ayala revelou que viveu um momento de pânico ao suspeitar que a filha, de três anos, poderia ter passado por uma situação de abuso. A atriz contou o episódio durante o podcast “Mil e Uma TrETAS”, exibido nesta terça-feira (26), e explicou que o alerta surgiu depois que a menina usou um termo desconhecido pelos pais para se referir às partes íntimas.
Eu ainda estava no carro, voltando do Leblon para o Cosme Velho, com o cabelo finalmente em paz e a cabeça tentando organizar a tarde, quando a pauta entrou no celular. Parei de reclamar do trânsito na mesma hora. Thaila Ayala contando que quase desmaiou ao achar que a filha podia ter sofrido abuso não é nota de fofoca leve; é daquelas histórias que fazem até buzina virar silêncio.

A atriz disse que, desde o nascimento dos filhos, ela e o marido, Renato Góes, adotam uma forma de diálogo para ensinar limites corporais às crianças. Segundo Thaila, o casal sempre pede licença antes de fazer a higiene das partes íntimas dos pequenos.
“Eu peço licença para tocar nas partes íntimas dos meus filhos desde que eram recém nascidos. Não entendiam ainda o que eu estava falando — literalmente –, mas se tornou [algo comum]. Eles cresceram ouvindo eu pedir licença para limpar suas partes íntimas”, contou.
Thaila também afirmou que evita apelidos para os órgãos genitais das crianças. Segundo ela, pessoas próximas e a equipe escolar da filha foram orientadas a usar os nomes corretos das partes do corpo, justamente para manter uma comunicação clara.
O susto aconteceu quando a menina usou um termo que não fazia parte da rotina da família. A atriz disse que, ao ouvir a palavra, entrou imediatamente em estado de alerta e passou mal com a possibilidade de algo grave ter acontecido.
“Vocês não estão entendendo: eu quase desmaiei. Comecei a tremer na hora. Tremia, tremia, tremia, passava mal, porque ali você já pega um possible abuso. A gente sabe que não é o padrão, mas normalmente o abusador dá ‘apelidinhos’ e ‘nomezinhos’ [para as partes íntimas], então ali eu já comecei a me tremer inteira, não estão entendendo o meu pânico.”

Depois, Thaila descobriu que o termo havia sido ensinado por uma funcionária temporária. A atriz afirmou que a conversa aberta com a filha ajudou a identificar rapidamente a mudança na forma como a criança se referia ao próprio corpo.
Cheguei ao Cosme Velho já com outra cabeça. Tem pauta que chega vestida de susto, mas termina lembrando uma coisa básica: criança precisa ter palavra, adulto precisa ouvir, e pânico de mãe não nasce do nada. Às vezes, o detalhe que parece pequeno é exatamente o que acende o alerta. E Thaila, pelo visto, decidiu transformar o susto em aviso.