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Kátia Flávia
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Tempo ruim, drone térmico e cães: como estão as buscas pelo helicóptero de Rick

Mais de 20 bombeiros, sete viaturas, dois drones e dois cães reforçam a operação na Serra Catarinense; até agora, não há vestígios da aeronave

Kátia Flávia

22/09/2026 8h22

Drone térmico e cães de busca reforçam a procura pelo helicóptero que levava Rick

Drone térmico e cães de busca reforçam a procura pelo helicóptero que levava Rick

As buscas pelo helicóptero que levava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, seguem reforçadas nesta terça-feira (22) na Serra Catarinense. A operação reúne mais de 20 bombeiros militares e comunitários, sete viaturas de resgate, dois drones, dois cães de busca e equipes de inteligência, que usam também um drone térmico para ajudar a vasculhar a região.

Com a bolsa da academia já encostada na porta do Cosme Velho, eu parei antes de sair para acompanhar o tamanho dessa operação. Porque agora não é mais só uma procura em meio à serra: são cães, drones, viaturas e gente atravessando uma mata fechada para tentar encontrar Rick e os outros ocupantes.

O helicóptero perdeu contato na segunda-feira (21), durante um voo entre Porto Belo e São Joaquim. Além de Rick, estavam na aeronave o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o piloto. Até o início da manhã, nenhum deles nem a aeronave havia sido localizado.

As equipes trabalharam durante toda a madrugada mesmo com chuva e baixa visibilidade. A busca se concentra no ponto da última localização da aeronave, em Vacas Gordas, na região de Urubici, e em uma faixa de aproximadamente 30 quilômetros em direção ao Morro Agudo, traçada a partir de sinais de celulares.

Eu fico impressionada com a dimensão do mapa e, ao mesmo tempo, com o silêncio de uma região dessas. Trinta quilômetros de serra, vegetação, barranco e chuva não são detalhe de reportagem. É uma imensidão que pode esconder uma resposta a poucos metros de quem procura.

O drone térmico integra a frente de inteligência e pode auxiliar as equipes a identificar fontes de calor em áreas de difícil acesso. Os dois cães de busca também foram mobilizados para ajudar na varredura por terra, enquanto os bombeiros tentam avançar por trechos afetados pelo temporal.

A chuva forte deixou pontes submersas, derrubou árvores e dificultou o acesso de viaturas aos pontos de busca. Por isso, autoridades restringiram voos de aeronaves e drones particulares na área, para evitar qualquer interferência na operação.

As equipes chegaram a verificar a região de Vacas Gordas após um alerta sobre possível queda, mas não encontraram vestígios. O Corpo de Bombeiros segue com o centro de comando instalado na Prefeitura de Urubici e afirma que os trabalhos só serão interrompidos quando houver uma resposta sobre a aeronave e seus ocupantes.

Eu peguei a bolsa, mas não consegui tirar essa imagem da cabeça: um drone térmico varrendo a serra enquanto famílias esperam uma ligação. A tecnologia ajuda, os cães ajudam, os bombeiros ajudam. Agora, falta a notícia que todo mundo está torcendo para receber.

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