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Kátia Flávia
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Tati Machado expõe medo em nova gravidez após perda do primeiro filho

Grávida de Rafael, apresentadora revela como a perda de Rael marcou a nova gestação e conta por que decidiu abrir mão da ilusão de controle.

Kátia Flávia

28/09/2026 8h42

Tati Machado falou sobre os medos que acompanham a gravidez de Rafael após a perda de Rael, em maio de 2025.

Tati Machado falou sobre os medos que acompanham a gravidez de Rafael após a perda de Rael, em maio de 2025.

Lisboa está nublada, 24 graus, e eu estou numa esplanada tomando um vinho verde antes do almoço. Sim, antes do almoço. Meu relógio já é português, mas meu celular continua absolutamente brasileiro. E foi nele que parei numa história da Tati Machado que não pede fofoca engraçadinha. Pede atenção.

Tati está na reta final da gravidez de Rafael, seu filho com Bruno Monteiro, e falou sobre algo muito maior do que a expectativa pela chegada do bebê. A apresentadora contou como está vivendo uma nova gestação depois da perda de Rael, em maio de 2025, na 33ª semana de gravidez. Segundo ela, Rafael não foi planejado, mas era muito desejado pelo casal.

E é aí que a conversa ganha outra dimensão. Tati admitiu que teve medo de reconstruir toda aquela expectativa. As roupinhas, os planos, a materialização de uma criança chegando. Depois do que viveu, permitir-se fazer tudo isso novamente não veio sem receio. “A gente ficou com muito medo de construir isso aqui de novo”, contou.

Tati também colocou na mesa uma cobrança que antecede as duas gestações. Ela e Bruno estão juntos há 15 anos e, segundo a apresentadora, durante muito tempo existiu a pergunta que tantas mulheres conhecem: “Mas não tem filho?”. Hoje, ela considera que a maternidade chegou no melhor momento para os dois. Disse que o relacionamento amadureceu, que eles se conhecem e se respeitam mais.

A decisão nesta gravidez foi tentar não entregar ao medo aquilo que deveria pertencer à felicidade. Tati contou que o casal escolheu criar novas memórias e aceitar uma verdade particularmente difícil depois de uma perda: nem tudo pode ser controlado.

Meu vinho verde continua aqui e Lisboa continua cinza do lado de fora. Mas algumas histórias atravessam qualquer fuso. A de Tati, desta vez, não é sobre esquecer o que aconteceu. É sobre encontrar coragem para construir de novo sem apagar o que veio antes.

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