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Kátia Flávia
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Tarcísio inaugura primeiro museu subaquático da América do Sul em SP

Em jantar de gala em Santos, Tarcísio de Freitas oficializou a entrega do primeiro museu subaquático de água salgada da América do Sul, com 15 esculturas monumentais assinadas por Adélio Sarro na Praia de Guaiúba. E eu já aviso: arte no fundo do mar rende mais Discover do que qualquer inauguração de shopping.

Kátia Flávia

02/07/2026 13h00

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O projeto da atração foi desenvolvido pela Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo em parceria com a Prefeitura de Guarujá.

Estou aqui na cozinha da minha casa, no Cosme Velho, correndo contra o tempo pra dar conta do almoço das minhas amigas antes de embarcar hoje à noite pros Estados Unidos. Entre panela no fogo e mala ainda aberta em cima da cama, nem cogito perder Brasil e Noruega com o bando reunido aqui antes de sair pro aeroporto. Foi nesse corre-corre que o celular apitou com uma notícia boa demais pra eu deixar pra depois.

O governador Tarcísio de Freitas oficializou, na quinta-feira, 18 de junho, a entrega do primeiro museu subaquático de água salgada da América do Sul. A cerimônia aconteceu durante um jantar em um hotel de Santos, e ele chegou a apresentar a placa de aço que vai ser fixada na estrutura submersa. O projeto é uma parceria entre a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo e a Prefeitura de Guarujá, e já está aberto pra visitação por mergulho, barco ou caiaque.

As 15 esculturas são assinadas pelo artista plástico Adélio Sarro e sua equipe, e não são obras pequenas, viu. Instaladas a 8,5 metros de profundidade na Praia de Guaiúba, algumas peças pesam mais de 3 toneladas e chegam a 2,45 metros de altura, depois de estudos técnicos rigorosos pra garantir que ficassem seguras debaixo d’água. Entre os retratados estão Cândido Portinari, Santos Dumont, São Francisco de Assis e o engenheiro Fernando Lee, além de figuras que remetem à identidade marítima da região, como indígena, pirata, sereia, surfista e estivador.

Adélio Sarro me contou a emoção de ver o projeto ganhar essa dimensão, chamando a entrega de um trabalho desafiador que agora vira legado pro litoral paulista. Eu entendo bem esse tipo de sentimento, porque também sei o que é entregar um projeto grandioso sob pressão, só que o meu hoje é o almoço antes do voo.

No fim das contas, enquanto meio mundo disputa taça de futebol, o litoral de São Paulo ganhou uma taça de outro tipo, cheia de bronze e concreto no fundo do mar. Levanto meu copo de suco verde, torço pra não perder o embarque, e deixo registrado: arte que respira debaixo d’água tem mais fôlego cultural do que muita inauguração badalada por aí.

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