Sydney Sweeney perdeu cerca de 200 mil seguidores no Instagram após estrelar uma campanha da Novig, plataforma de previsões esportivas da qual é acionista. Nas imagens, a atriz aparece nua, com o corpo coberto apenas por itens ligados a diferentes modalidades.
Eu estava no meio de uma sequência de ponte no pilates quando vi a campanha e quase perdi a concentração. A ideia era vender palpite esportivo, mas a propaganda resolveu colocar Sydney sem roupa no centro da quadra. Meu amor, quando o conceito precisa tirar a roupa para chamar atenção, já chega tropeçando na linha de largada.

A reação veio forte, sobretudo de atletas. A nadadora australiana Ariarne Titmus, campeã olímpica, disse que ficou “furiosa” com o material e criticou a forma como o corpo feminino continua sendo usado para lucrar em torno do esporte.
“Não é apenas uma afronta a todas as mulheres que dedicaram suas vidas a aprimorar suas habilidades, mas também a todas as mulheres que apreciam o esporte pelo que ele realmente é: trabalho em equipe, amizade, dedicação, excelência e união”, afirmou Titmus. E eu, segurando a mola do aparelho, só conseguia pensar que a moça resumiu tudo.
A atleta britânica Lucy Davis também disparou: “Não sei o que diabos Sydney Sweeney estava fazendo, mas estamos em 2026. Parem de sexualizar as mulheres no esporte”. A boxeadora Skye Nicolson, a jogadora de polo aquático Tilly Kearns e a ginasta Gracie Kramer engrossaram as críticas.

A campanha, ainda assim, passou de 1,1 milhão de curtidas. A Novig disse que o objetivo era abordar o esporte com “confiança, humor e irreverência”, enquanto Sydney compartilhou capas da ESPN Body Issue com atletas como Serena Williams, Megan Rapinoe, Sue Bird e Ronda Rousey.
Eu terminei a série olhando para o teto do estúdio e pensando: a resposta foi lembrar que atletas também já posaram nuas, mas o ponto levantado por elas não era falta de corpo, e sim o uso do corpo feminino como atalho para vender qualquer produto. Uma discussão que a campanha não conseguiu driblar.