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Kátia Flávia
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Sydney Sweeney perde 200 mil seguidores após posar nua e revoltar atletas

Acionista da plataforma Novig, atriz apareceu coberta apenas por equipamentos esportivos e foi acusada de sexualizar o esporte feminino

Kátia Flávia

15/09/2026 9h29

Sydney Sweeney em campanha da plataforma Novig

Sydney Sweeney em campanha da plataforma Novig

Sydney Sweeney perdeu cerca de 200 mil seguidores no Instagram após estrelar uma campanha da Novig, plataforma de previsões esportivas da qual é acionista. Nas imagens, a atriz aparece nua, com o corpo coberto apenas por itens ligados a diferentes modalidades.

Eu estava no meio de uma sequência de ponte no pilates quando vi a campanha e quase perdi a concentração. A ideia era vender palpite esportivo, mas a propaganda resolveu colocar Sydney sem roupa no centro da quadra. Meu amor, quando o conceito precisa tirar a roupa para chamar atenção, já chega tropeçando na linha de largada.

A reação veio forte, sobretudo de atletas. A nadadora australiana Ariarne Titmus, campeã olímpica, disse que ficou “furiosa” com o material e criticou a forma como o corpo feminino continua sendo usado para lucrar em torno do esporte.

“Não é apenas uma afronta a todas as mulheres que dedicaram suas vidas a aprimorar suas habilidades, mas também a todas as mulheres que apreciam o esporte pelo que ele realmente é: trabalho em equipe, amizade, dedicação, excelência e união”, afirmou Titmus. E eu, segurando a mola do aparelho, só conseguia pensar que a moça resumiu tudo.

A atleta britânica Lucy Davis também disparou: “Não sei o que diabos Sydney Sweeney estava fazendo, mas estamos em 2026. Parem de sexualizar as mulheres no esporte”. A boxeadora Skye Nicolson, a jogadora de polo aquático Tilly Kearns e a ginasta Gracie Kramer engrossaram as críticas.

A campanha, ainda assim, passou de 1,1 milhão de curtidas. A Novig disse que o objetivo era abordar o esporte com “confiança, humor e irreverência”, enquanto Sydney compartilhou capas da ESPN Body Issue com atletas como Serena Williams, Megan Rapinoe, Sue Bird e Ronda Rousey.

Eu terminei a série olhando para o teto do estúdio e pensando: a resposta foi lembrar que atletas também já posaram nuas, mas o ponto levantado por elas não era falta de corpo, e sim o uso do corpo feminino como atalho para vender qualquer produto. Uma discussão que a campanha não conseguiu driblar.

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