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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Startups: Lions Startups arma bastidor bilionário por unicórnios

No Paraná, uma “casamenteira de negócios” junta ideias, investidores e egos para fabricar o próximo hit do capitalismo brasileiro.

Kátia Flávia

29/06/2026 13h31

A Lions Startups quer transformar boas ideias em grandes negócios. Diretamente de Ponta Grossa, a venture builder aposta em mentoria, conexão com investidores e aceleração para revelar os próximos unicórnios brasileiros.

A Lions Startups quer transformar boas ideias em grandes negócios. Diretamente de Ponta Grossa, a venture builder aposta em mentoria, conexão com investidores e aceleração para revelar os próximos unicórnios brasileiros.

Agora senta, porque eu tenho um babado empreendedor direto do interior que está mais animado que after de IPO bem-sucedido.

Eu, particularmente, adoro quando surge uma nova socialite do capital querendo bancar a fada madrinha de unicórnios e a Lions Startups entrou nesse baile não como convidada, mas como dona da festa. Diretamente de Ponta Grossa, querida, ela está fazendo o que muita gente da Faria Lima promete no PowerPoint, mas raramente entrega: pegar ideia crua, dar banho de loja, botar networking na veia e lançar no mercado como se fosse debutante milionária.

Estamos falando de um momento em que o dinheiro voltou a circular R$ 12 bilhões em startups só no primeiro semestre de 2026, um verdadeiro “open bar” de venture capital. E é nesse clima de retomada que a Lions Startups aparece como aquela tia rica que não só investe, mas também manda personal trainer, stylist e consultor financeiro para transformar o sobrinho problemático em herdeiro apresentável.

Porque aqui não é só incubar, amor. É makeover completo.

A Lions Startups funciona como uma espécie de reality show premium do empreendedorismo. Só que, em vez de prova do líder, tem validação de modelo de negócio. No lugar de paredão, entra análise de viabilidade. E quem não tem estrutura, governança e número minimamente sexy… nem chega a entrar na casa.

E eu amei o elenco, viu? Um verdadeiro “casting de especialistas” que parece reunião de jurados de reality: André Paixão, que eu chamo carinhosamente de “o diretor de elenco dos unicórnios”, comanda um squad cheio de mentores que analisam startups como quem avalia candidato a casamento bilionário. Se não tiver potencial de crescer, escalar e dar retorno… querida, é ghosting corporativo na hora.

Agora vamos aos participantes que já estão brilhando no confessionário:

A Vida Exames é aquela personagem que começou humilde e agora já está expandindo franquia como quem compra bolsa em Paris. São 140 unidades, com meta de passar de 200 basicamente a Kylie Jenner das análises clínicas brasileiras.

A Lions Startups quer transformar boas ideias em grandes negócios. Diretamente de Ponta Grossa, a venture builder aposta em mentoria, conexão com investidores e aceleração para revelar os próximos unicórnios brasileiros.
A Lions Startups quer transformar boas ideias em grandes negócios. Diretamente de Ponta Grossa, a venture builder aposta em mentoria, conexão com investidores e aceleração para revelar os próximos unicórnios brasileiros.

Já a Acerte Aqui é o “terapeuta de relacionamento financeiro” do mercado: junta credor e devedor, resolve DR monetária e ainda reintegra o consumidor ao crédito. Um verdadeiro Casos de Família versão fintech.

E tem mais um casting digno de spin-off: healthtechs, edtechs, plataformas digitais… tudo orbitando esse ecossistema que parece mais um condomínio fechado de inovação com portaria, curadoria e, claro, investidores de olho.

Mas o plot twist que eu mais gosto? A Lions Startups não está só criando empresas. Está formando mão de obra. O Lions Dev é praticamente um “Projeto Passarela” para desenvolvedores: pega jovens talentos, treina, capacita e joga direto no mercado. Porque, no fim, não adianta ter startup sem gente que saiba codar, né, meu amor?

O discurso oficial é lindo, reduzir risco, acelerar crescimento, criar sinergia. Mas, na prática, o que eu vejo é uma disputa silenciosa: quem vai revelar o próximo unicórnio brasileiro antes que os tubarões maiores cheguem comprando tudo?

Porque, no fundo, esse ecossistema é um grande jogo de poder. E a Lions Startups está tentando sair do papel de coadjuvante regional para virar protagonista nacional talvez até internacional, se acertar o timing.

E eu te digo: se conseguir emplacar mais alguns cases com faturamento sexy e expansão agressiva… pode preparar o tapete vermelho. Porque aí não é mais venture builder.

É fábrica de bilionário.

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