Katia atende o vídeo já mastigando pão de queijo, ajeita o óculos escuro na cabeça e solta o grito de guerra: “gente, para tudo, que a Faria Lima virou Cidade do Rock e eu PRECISO comentar isso.”
Olha, eu ia almoçar em paz em Copacabana, com uma caipirinha de passagem pela mesa só de decoração, quando me chega o print que muda o verão publicitário: a Sotaq, hub de influência do Vinicius Machado (ou, como eu já batizei, “o Silvio Santos dos creators”, só que sem baú e com squad de celebridade), fechou a mesma casa com QUATRO noivas ao mesmo tempo dentro do Rock in Rio. 3Corações, Bob’s, C&A e Ipiranga. Isso não é agência, gente, isso é harém corporativo com contrato assinado.
E não é só “presença de marca”, não. É operação de guerra: sete dias de festival, quatro clientes, um time só correndo entre palco e camarim editando reels antes do suor secar. O Machado chama isso de “estratégia integrada”. Eu chamo de “a mulher que trabalha em quatro casamentos no mesmo fim de semana e nenhuma noiva descobre”.
Repara no elenco: Bob’s, a namorada de 41 anos que já virou móvel da sala mas ainda quer ser flor no fest, ganhou editoria própria com big name, tipo aquele ex que reaparece todo ano só pra provar que ainda está relevante, mas dessa vez com telão. C&A completa bodas de ouro (50 aninhos!) e resolveu que “não vai passar em branco”, trouxe squad de fashionista pra fazer a Faria Lima do figurino berrar. Ipiranga debuta com 50 influenciadores, cinquenta!, numa estreia de deixar qualquer Miss Universo puxando saco. E a 3Corações, discreta, mas fiel, tá no terceiro ano seguido enchendo copinho de café e enchendo currículo de recorrência, que no mercado de influência é tipo aliança no dedo: ninguém compra, mas todo mundo respeita.
O pulo do gato, e aqui é onde eu bebo o café frio de puro choque, é que a Sotaq não terceiriza nada: tem a Movin, a produtora do próprio grupo, filmando em tempo real e jogando direto no telão. Ou seja: zero intermediário, zero demora, zero desculpa de “vou aprovar e te retorno”. É conteúdo saindo do forno e servido ainda fumegando pro público que nem pediu, mas ama.
Moral da fofoca: enquanto o resto do mercado ainda discute se creator e celebridade são times rivais, a Sotaq já colocou os dois pra dividir camarim, dividir cronograma e, aparentemente, dividir sucesso. Isso não é sinergia, minha gente. Isso é poliamor publicitário funcionando redondinho, e com contrato de patrocínio, ainda por cima.