Guardei o dossiê da Bianca e o próximo envelope que abri aqui no apartamento em Bari tinha um nome que me fez parar: Skova. Marcelo Mesquita Júnior, 43 anos, produtor de eventos em São Paulo, criado na Zona Leste pela mãe depois de perder o pai na infância, pai solteiro de um menino de 3 anos e, por algum motivo que ele mesmo precisou explicar, dono de um apelido que soa como personagem de filme de espionagem soviético.
Ele adiantou na apresentação que muita gente estranha o apelido, acha que tem origem russa, e ele esclareceu que tem parente por lá sim, mas que o “negrão russo” é paulistano raiz de Zona Leste. A história já é boa antes mesmo de entrar na casa. Skova trabalha com produção de eventos, cuida de balada, convida artistas, movimenta agenda, conhece o circuito de perto e viu tanta gente de reality passar pelos seus eventos que resolveu dar o passo. Faz sentido. Quem passa a vida inteira do lado do palco, em algum momento, quer subir nele.


Na Casa do Patrão, que estreia dia 27 de abril às 22h30, Skova chega como o participante mais vivido do elenco em anos e em história.
Produtor de eventos sabe lidar com ego, com bêbado, com artista difícil e com patrocinador nervoso, tudo ao mesmo tempo. Confinamento com dezoito pessoas vai parecer um domingo tranquilo comparado ao backstage de uma festa grande na capital paulista.
O perfil dele tem potencial para o papel do veterano que estabiliza o grupo, o cara que já viu de tudo e não perde o humor. Ama samba e pagode, e quem cresce com samba na Zona Leste de São Paulo aprende cedo que reunião de gente diferente só funciona com jogo de cintura. A pergunta é se ele vai usar isso para criar laços ou para administrar o caos que os mais jovens vão gerar.
Eu fui pesquisar o Skova aqui da minha mesa e pensei: produtor de eventos pai, filho que criou família sem pai e chegou até aqui com apelido russo e história real.
Esse é o tipo de participante que a edição do programa vai adorar, porque a câmera não precisa inventar nada. Já está tudo lá.
Confira o vídeo: