Estava aqui em Bari, aperitivo na mão, quando chegou a ficha de Sheila: capitã da Polícia Militar de Salvador, 51 anos, 22 anos de farda, psicóloga de formação e professora de matemática por doze. Currículo para três vidas, e ela escolheu começar a quarta numa casa vigiada 24 horas com mais 17 desconhecidos.
O aviso ela deu antes mesmo de entrar: dizer tudo que pensa é seu maior defeito. Numa casa onde todo mundo está calculando o próximo passo, aparecer com essa confissão na boca tem cheiro de jogada montada com antecedência. Quem trabalhou décadas numa corporação militar sabe com precisão quando abrir a boca e quando segurar o comentário, e Sheila parece saber muito bem o que está fazendo ao entregar esse dado logo de cara.


A combinação de farda e divã é letal nesse tipo de jogo. Psicóloga de formação, ela vai ler a dinâmica do grupo enquanto os outros ainda estão aprendendo o nome uns dos outros. Com passagem por candidatura a vereadora em Salvador pelo PSD em 2024, ela também sabe o que é embate público, câmera ligada e discurso que vira print no dia seguinte. Dentro de uma casa vigiada em tempo integral, essa bagagem tem peso específico.
A pergunta que me faço: quando a língua de faca encontrar alguém que também não engole desaforo, quem vai recuar primeiro? Na Casa do Patrão não falta gente com histórico parecido, e Sheila parece ser exatamente o tipo que prefere a treta à omissão.
Já pedi pra minha fonte me avisar quando ela virar Patroa. Capitã da PM com psicologia na manga comandando civis dentro de uma casa de reality é cena que a Record não vai precisar editar pra ficar boa.
Confira o vídeo: