O céu do Cosme Velho amanheceu fechado hoje, e eu também, porque tinha um suco de melancia pra fazer e um coração cheio de dúvida sobre o paizinho da Shakira. Eu já tinha noticiado aqui a piora do estado de saúde do pai dela, o William Mebarak, mas o que saiu ontem na Caracol TV me pegou com o copo na mão e o olho arregalado.
A colombiana finalmente falou, com todas as letras, que naquele dia histórico de Copacabana, em maio, ela recebeu uma notícia ruim sobre o pai. Disse que foi “um pouco difícil” fazer o show sabendo que ele não estava bem, e que só conseguiu terminar porque o público, aquele oceano de gente na areia, foi a força que a segurou em cena.
Quem acompanhou o show lembra que Shakira atrasou mais de uma hora pra subir ao palco. Na época correu tudo quanto é explicação, mas agora o quebra-cabeça fecha: a mulher estava segurando uma bomba emocional nos bastidores enquanto dançava Hips Don’t Lie pra um milhão de cariocas na praia. Isso tem nome, e o nome é profissionalismo raiz, do tipo que vai direto pro museu.
A reação nas redes foi daquelas que fazem a timeline virar mar de choro solidário. Os fãs brasileiros encheram a caixa de comentários exaltando ela, a hashtag voltou a subir, o vídeo do show viralizou de novo, e o perfil do pai no Instagram encheu de coraçõezinhos de gente que nem sabia que ele existia até ontem.
Tentei ligar pra Shakira, porque a gente se fala desde o show, mas ela ainda não atendeu. Se o pai estiver bem, ela me conta. E se não estiver, eu soube antes de qualquer um, como sempre.