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Kátia Flávia
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Setembro Lilás: queda na incidência de demência reforça importância da prevenção

Avanços no controle de fatores de risco, diagnóstico e novas abordagens ampliam perspectivas para o envelhecimento cerebral saudável

Kátia Flávia

24/08/2026 9h53

Dr. Álvaro Pereira destaca que envelhecimento não significa necessariamente desenvolver demência e reforça a importância da prevenção ao longo da vida.

Dr. Álvaro Pereira destaca que envelhecimento não significa necessariamente desenvolver demência e reforça a importância da prevenção ao longo da vida.

Setembro é o mês mundial de conscientização sobre a Doença de Alzheimer e reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento das alterações cognitivas.

Uma reportagem recente do The Economist destacou a redução, ao longo das últimas décadas, da proporção de idosos com demência em alguns países desenvolvidos. Entre os fatores relacionados estão maior controle de riscos cardiovasculares, avanços no diagnóstico e novas possibilidades terapêuticas.

“Esse é um dado importante porque mostra como prevenção e acompanhamento podem impactar o envelhecimento cerebral. A redução de infartos e AVCs, o controle de fatores de risco e o avanço de novas terapias contribuem para esse cenário”, comenta o Dr. Álvaro Pereira, angiologista, doutor em Cirurgia Vascular pela Divisão de Bioengenharia do INCOR-HCFMUSP e pós-doutor pelo B&H Hospital – Harvard.

Com o envelhecimento, alterações na comunicação entre os neurônios podem interferir em funções como memória, atenção, aprendizado e raciocínio. Isso, porém, não significa que a demência seja uma consequência inevitável da idade.

Entre as tecnologias estudadas como recurso complementar está a fotobiomodulação transcraniana, técnica não invasiva que utiliza luz em parâmetros específicos para modular processos relacionados à atividade mitocondrial, circulação cerebral e neuroinflamação. Estudos vêm investigando possíveis benefícios sobre memória, atenção e desempenho cognitivo, embora ainda sejam necessários estudos maiores e protocolos mais padronizados.

“A fotobiomodulação pode ser uma ferramenta complementar dentro de um cuidado mais amplo com a saúde cerebral. A proposta não é substituir medicamentos ou outras terapias, mas ampliar as possibilidades de acompanhamento”, explica Pereira.

Mulheres merecem atenção especial

Um estudo publicado no Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry estimou que, a partir dos 45 anos, o risco ao longo da vida de desenvolver demência, AVC ou parkinsonismo chega a 48,2% entre as mulheres e 36,2% entre os homens.

Para o especialista, os dados reforçam a importância da prevenção ao longo da vida.

“Estamos vivendo mais. O desafio agora é envelhecer preservando autonomia, qualidade de vida e função cognitiva. Prevenção, acompanhamento médico e novas tecnologias podem contribuir para esse objetivo”, conclui.

Sobre o Dr. Álvaro Pereira

Dr. Álvaro Pereira é angiologista, formado pela FMUSP, com residência em Cirurgia Vascular no HCFMUSP, doutorado em Cirurgia Vascular pela Divisão de Bioengenharia do INCOR-HCFMUSP e pós-doutorado no B&H Hospital – Harvard.

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