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Kátia Flávia
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Semana do Brincar destaca importância das atividades lúdicas no desenvolvimento e alfabetização infantil

Neuropedagoga Fernanda King explica como atividades lúdicas contribuem diretamente para a alfabetização infantil

Kátia Flávia

27/05/2026 17h44

Brincar é muito mais do que diversão: é através das experiências lúdicas que a criança desenvolve criatividade, coordenação, vínculo afetivo e as bases para a alfabetização.

Brincar é muito mais do que diversão: é através das experiências lúdicas que a criança desenvolve criatividade, coordenação, vínculo afetivo e as bases para a alfabetização.

Celebrado em 28 de maio, o Dia Mundial do Brincar foi oficializado pelo UNICEF e também reconhecido no Brasil como uma data voltada à conscientização sobre a importância das brincadeiras no desenvolvimento infantil. Mais do que entretenimento, o brincar é considerado um direito fundamental da criança, previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A data também busca incentivar momentos ao ar livre, o fortalecimento dos vínculos familiares e a valorização do tempo de qualidade entre adultos e crianças. Especialistas apontam que atividades lúdicas têm papel direto no desenvolvimento cognitivo, motor, emocional e social desde os primeiros anos de vida.

Segundo a neuropedagoga, empresária e diretora escolar Fernanda King, o brincar está diretamente ligado à construção das habilidades necessárias para a alfabetização.

“A educação infantil, quando bem-feita, é toda a base para a alfabetização futura. A gente começa com o corpo, na verdade. Quando esse bebê engatinha, quando começa a fazer traçados mais largos e reconhecer movimentos, ele trabalha a coordenação motora ampla para depois desenvolver a coordenação fina”, explica.

Fernanda destaca que atividades simples da infância ajudam na formação das conexões neurais responsáveis pelo aprendizado futuro. “Quando a criança encaixa blocos, empilha peças ou canta uma cantiga com ritmo, tudo isso faz parte do processo de alfabetização”, afirma.

A especialista também chama atenção para a importância de respeitar o tempo de desenvolvimento de cada criança. Segundo ela, a alfabetização formal acontece, em média, por volta dos sete anos, mas o preparo começa muito antes, ainda na primeira infância.

“A criança não está pronta para a alfabetização quando ainda é muito cedo. Aos três ou quatro anos, os ossinhos da mão ainda não estão preparados para segurar um lápis fino. É preciso trabalhar com superfícies maiores, pintura, desenho e atividades lúdicas”, comenta.

Além da escola, Fernanda King reforça que a participação da família faz diferença no desenvolvimento infantil. Entre as recomendações estão leitura em casa, brincadeiras educativas e atividades do cotidiano que incentivem o contato com palavras, letras e números.

“Brincar de jogos, fazer lista de compras juntos, reconhecer palavras em rótulos e conversar com a escola são atitudes que ajudam muito no processo de alfabetização. A criança percebe quem está presente de verdade na vida dela”, destaca.

Para a neuropedagoga, o aprendizado acontece de forma mais eficiente quando está associado ao afeto e à ludicidade. “As coisas que a gente aprende de forma lúdica ficam para sempre. Cantigas de roda e brincadeiras da infância permanecem na memória porque envolvem emoção, vínculo e experiência”, conclui.

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