Saí da academia, ainda com o cabelo molhado do chuveiro, sentei no banco de trás do carro e minha fonte me mandou o release do Sony World Photography Awards 2026. Gente, seis brasileiros finalistas num prêmio que recebeu mais de 430 mil imagens de 200 países. Eu precisava de um momento.
Na categoria Profissional, André Tezza conquistou o segundo lugar em Arquitetura e Design, e Daniela Balestrin foi finalista em Projetos de Documentário. No Concurso Aberto, Ramatis Haywanon da Costa e Francisco Lima Saraiva chegaram à final em Arquitetura, enquanto Camila de Medeiros Fantinel e Andre Magarao integraram a lista de finalistas em Estilo de Vida. Seis nomes. Seis histórias que vão parar na Somerset House, em Londres, onde a exposição do prêmio fica em cartaz até 4 de maio.


O título máximo de Fotógrafa do Ano ficou com a mexicana Citlali Fabián, pela série Bilha, Stories of my Sisters, que retrata mulheres indígenas de Oaxaca. Um trabalho de força visual e política que justifica o prêmio de US$ 25 mil. No Concurso Aberto, a australiana Elle Leontiev levou o título, e o concurso Juventude premiou o sueco Philip Kangas, de apenas 16 anos.
O Brasil não ganhou o topo, mas chegou onde poucos chegam. Numa competição desse tamanho, ser finalista já é recado dado ao mundo sobre o nível da fotografia brasileira. Os trabalhos seguem para exposição internacional, e isso vale mais do que placa na parede.