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Kátia Flávia
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Seguro-viagem virou item de luxo pra quem vai ao Rock in Rio

Kátia Flávia

16/07/2026 16h41

Rock in Rio, seguro viagem, turismo musical, Real Seguro Viagem, Hugo Reichenbach, Cidade do Rock, economia

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Eu estava na minha casa, no Cosme Velho, tentando ter um fim de tarde de paz, quando o telefone simplesmente enlouqueceu. Não parou mais: uma fonte depois da outra, todo mundo querendo comentar a mesma coisa, o assunto do momento entre quem já garantiu ingresso para o Rock in Rio 2026.

E o assunto, gente, é seguro-viagem. Isso mesmo, o item mais careta do universo financeiro virou item de desejo entre quem vai para o festival marcado para os dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, com Foo Fighters, Maroon 5 e Elton John no line-up. As vendas de ingressos já estão 20% acima da edição anterior, 55% dos bilhetes foram vendidos para pessoas de fora do Rio de Janeiro e o evento deve movimentar cerca de R$ 3,36 bilhões na economia fluminense. Com esse tanto de gente chegando de avião, o seguro-viagem deixou de ser detalhe de burocrata e virou linha de defesa contra o pesadelo de perder o show da vida por atraso de voo.

Hugo Reichenbach, da Real Seguro Viagem, foi quem mais me ligou hoje, e não é fofoca de bastidor, é dado sério. Segundo ele, atraso e cancelamento de voo, extravio de bagagem e imprevistos de saúde estão entre os principais problemas enfrentados por quem viaja para grandes eventos. Dependendo da apólice, há cobertura até para impossibilidade de embarque, aquela tragédia de ficar parado no portão vendo o avião decolar sem você.

Em 2024, o Rock in Rio Card esgotou em apenas 56 minutos e o festival recebeu 420 mil visitantes na Cidade do Rock, boa parte vinda de São Paulo e Minas Gerais. Quem investe em ingresso, passagem e hospedagem dificilmente quer correr o risco de perder tudo por causa de um contratempo na viagem.

O que ninguém tinha me contado, e que eu descobri hoje só de atender telefone, é que o turismo musical já é reconhecido como um dos segmentos mais promissores da indústria do turismo. Segundo a Grand View Research, esse mercado pode movimentar cerca de R$ 1,5 trilhão globalmente até 2030. Ou seja, aquele fã que compra ingresso caro, passagem cara e hotel caro agora também inclui o seguro no orçamento, porque percebeu que emoção sem proteção financeira pode sair muito mais cara.

No fim das contas, o Rock in Rio ficou tão grande que já existe quem faça seguro contra os imprevistos do próprio festival. E eu aqui, no Cosme Velho, recebendo ligação sobre apólice como se fosse bastidor de bolsa de valores. Quem diria que um dos produtos mais discretos do mercado financeiro acabaria virando assunto de mesa de bar entre quem só queria gritar os refrões de Imagine Dragons, Foo Fighters, Maroon 5 ou Elton John na Cidade do Rock.

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