A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro aproveitou a repercussão da discussão entre Luana Piovani e Pedro Scooby para publicar orientações sobre pediculose, infestação causada por piolhos. Em tom bem-humorado, o órgão usou a frase: “Não deixe o piolho surfar essa onda!”.
Eu guardei a bolsa no armário do vestiário da academia, deixei a garrafinha térmica no banco e amarrei o cabelo outra vez, porque treino sem rabo de cavalo firme é um chamado para o desastre. Quando abri o celular antes de ir para a esteira, vi a Prefeitura do Rio entrando numa treta de ex-casal com um post de saúde pública. A repartição não está para brincadeira, mas também não perde uma pauta, minhas filhas.

A publicação explica que o piolho vive no couro cabeludo humano e deposita ovos, as conhecidas lêndeas, nos fios de cabelo. A Secretaria também esclareceu que o contágio ocorre principalmente pelo contato direto entre cabeças, mas pode acontecer pelo compartilhamento de objetos pessoais, como pentes, escovas e bonés.
Eu coloquei o fone no pescoço e pensei que o piolho pode não pular nem voar, mas conseguiu atravessar Instagram, WhatsApp, praia, Portugal, Bahia e finalmente chegar à Secretaria Municipal de Saúde. Esse parasita merece um crachá de assessor de crise, porque presença ele tem.
A troca pública entre Luana e Scooby começou depois que a atriz afirmou que os filhos teriam voltado de um período com o pai com piolhos e lêndeas. Scooby contestou a versão e disse que, na avaliação dele, uma das crianças já teria chegado de Portugal com lêndeas. São relatos conflitantes dos pais sobre uma questão de saúde que deveria ser resolvida com cuidado e privacidade.
A Secretaria recomendou observar regularmente o couro cabeludo, sobretudo entre crianças em idade escolar, não compartilhar itens de uso pessoal e lavar roupas de cama e toalhas com frequência. Em caso de infestação, a orientação é procurar uma Clínica da Família ou um Centro Municipal de Saúde para receber atendimento e as instruções adequadas.

Eu subi na esteira e apertei o botão da caminhada, porque uma coisa é falar de prevenção; outra é transformar criança em pauta de disputa pública. A Secretaria fez certo ao informar, sem tomar partido de ninguém. Já os adultos precisam lembrar que piolho se trata, lêndea se penteia e assunto delicado não precisa virar campeonato de versão na internet.
O post ainda reforçou que o piolho se desloca caminhando de um fio de cabelo para outro — ele não pula e não voa. E eu encerro essa aula de biologia aplicada ao caos dizendo o seguinte: o bichinho pode até andar, mas quem deu uma verdadeira volta olímpica nessa história foi a exposição.