Susana Werner revelou que se afastou das novelas porque não se sentia confortável em fazer cenas que pudessem afetar seu casamento com Júlio César. Longe dos folhetins desde Um Anjo Caiu do Céu, em 2001, a atriz afirmou que a decisão foi pessoal e ligada ao desejo de preservar a relação.
Entrei no elevador do The Standard com a mala azul-marinho puxada pela alça, apertei o andar no cartão do quarto e li a declaração. Minha filha, Susana não disse que perdeu o amor pela atuação. Ela disse que, para voltar a beijar galã em novela, a vida conjugal teria de estar muito diferente da que ela quer manter.

“Não me sinto confortável para fazer qualquer tipo de trabalho que possa afetar meu relacionamento. Sempre fui assim. Fui me anulando e me afastando desse tipo de trabalho, porque não gosto de fazer uma cena beijando outro homem”, contou.
A atriz foi ainda mais direta ao explicar em que situação consideraria retornar. “Não é questão de não gostar mais de fazer novelas. Eu faria se não tivesse mais casada, e espero que isso não aconteça. Se ele me traísse, eu voltaria a trabalhar no meu meio. Mas, estando casada, bonitinho, tudo certinho, não.”
A porta do elevador abriu e eu fui seguindo pelo corredor, tentando conciliar a fala com uma verdade simples: ela não está proibida de trabalhar nem disse que alguém a impediu. Susana descreve uma escolha dela, feita dentro dos limites que estabeleceu para a própria vida afetiva. Só que, quando uma atriz joga um “se ele me traísse, eu voltaria” no Stories, o assunto ganha outra temperatura.
Susana e Júlio César voltaram a viver no Brasil por tempo indeterminado devido a questões de saúde na família do ex-goleiro. Ela contou que precisou vender alguns empreendimentos que tinha em Portugal, incluindo salões de beleza, atividade que disse amar até mais do que seu primeiro trabalho.

A atriz também revelou ter recebido convite para uma novela em Portugal, mas comemorou quando o projeto não avançou. Segundo ela, o papel poderia “desrespeitar família e filhos”. Entre o roteiro português, os negócios vendidos e a mudança de país, Susana está reorganizando a vida com a prioridade bem definida.
Com a chave do quarto na mão, ficou a impressão de que Susana não fechou a porta para a dramaturgia por falta de oportunidade. Ela apenas decidiu que, enquanto o casamento estiver “bonitinho, tudo certinho”, a ficção romântica terá de esperar.