O Tribunal de Justiça de São Paulo acaba de dar um respiro ao SBT numa treta que já rendeu mais climão que disputa por herança de família rica. A emissora conseguiu suspender, ao menos temporariamente, a obrigação de exibir o direito de resposta da deputada federal Erika Hilton, num recurso que o desembargador Mario Chiuvite Júnior acolheu sem pestanejar.
O imbróglio começou lá atrás, com decisão de primeira instância do juiz André Della Latta Cartaxo, que reconheceu o direito de resposta da parlamentar depois de falas do apresentador Ratinho sobre a identidade de gênero dela. O magistrado entendeu na época que a linha da liberdade de expressão tinha sido ultrapassada e mandou dar à deputada o mesmo espaço e a mesma visibilidade usados na ocasião original.

Só que o SBT não ficou quietinho igual investidor que perde dinheiro calado. A emissora foi à Justiça argumentar que cumprir a determinação antes do julgamento definitivo do recurso podia gerar efeito irreversível, tipo aquele investimento que ninguém consegue desfazer depois que o mercado despenca. O desembargador comprou a tese e decidiu que Erika Hilton não sofre prejuízo imediato, já que o processo ainda vai passar pela análise de instância superior.

Por enquanto o placar está SBT 1 x 0 Erika Hilton nessa queda de braço judicial, mas essa coluna sabe que processo na Justiça brasileira tem mais reviravolta que ação de empresa em ano de eleição. O jogo ainda não acabou, e o próximo capítulo promete.