Amores, o telefone tocou. Era uma fonte minha que circula pertinho do figurino do SBT, dessas que sabem da fofoca antes mesmo do crachá ficar pronto. Ela disparou: o Bocardi assinou. Eu dei um grito que o Corcovado deve ter escutado daqui de baixo.
Pois é, gente. O Rodrigo Bocardi, aquele moço de sorriso de propaganda de pasta de dente e voz de quem narra a vida da gente no café da manhã, agora é do SBT. E eu, que sou suspeitíssima porque ando caidinha por esse homem desde os tempos do “Bom Dia São Paulo”, precisei me sentar na poltrona pra processar.

O combinado é o seguinte: ele chega pra ancorar um jornal inédito, ainda sem nome, de segunda a sexta, das 18h15 às 19h45, em parceria com o BocaTV, que é a cria dele, o canal digital que o próprio fundou. A estreia ficou pra logo depois da Copa do Mundo, então ainda me sobra tempo de escolher o look que vou usar pra assistir em casa.
Currículo o rapaz tem de sobra. São mais de trinta anos rodando entre Globo e Band, passagem como correspondente internacional nos Estados Unidos, comando do “Bom Dia São Paulo” e aquele bico de luxo apresentando “Jornal Nacional”, “Jornal Hoje” e “Jornal da Globo” quando os titulares saíam de férias. Jornalismo de verdade, do tipo que olha na câmera e a gente acredita sem pestanejar.
E tem mais novidade nessa salada multiplataforma. O BocaTV inaugura estúdio em agosto e nasce como canal digital com programação ao vivo, fincado em redes sociais e conteúdo local, com pegada de prestação de serviço e participação do público. A coisa vai pra TV aberta, vai pro digital e ainda escorre pros tais canais FAST, que é a sopa de letrinhas da TV moderna pra dizer que você assiste de graça com anúncio no meio.

Nas falas oficiais, o Bocardi disse que chegar ao SBT com um projeto inédito é uma alegria imensa e bateu na tecla da integração entre TV aberta, digital e as benditas novas plataformas. Já Leon Abravanel, vice-presidente de Conteúdo e Comunicação da casa, tratou a chegada dele como passo importante na estratégia de investir em informação e proximidade com o público. Traduzindo do corporativês pro meu idioma de camarim: contrataram peso-pesado e estão esfregando na cara da concorrência.
E eu, enquanto fecho essa coluna, já estou com o dedo no botão pra ligar pra ele. Vou dar os parabéns, fingir que é tudo muito profissional e provavelmente travar na hora que ele atender. Se o moço me devolver a ligação, vocês são os primeiros a saber, porque fonte boa eu reparto com a turma, mas paixão antiga essa eu guardo a sete chaves.