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Kátia Flávia
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Rio proíbe propaganda de bets: Cavaliere assina decreto e já causa climão

O prefeito Eduardo Cavaliere assinou decreto proibindo publicidade de casas de apostas em espaços públicos do Rio de Janeiro, e a cidade vira a primeira metrópole brasileira a bater o martelo nesse tema.

Kátia Flávia

13/07/2026 12h25

Eduardo Cavaliere assinou decreto que proíbe publicidade de bets em espaços públicos do Rio de Janeiro.

Eduardo Cavaliere assinou decreto que proíbe publicidade de bets em espaços públicos do Rio de Janeiro.

Recebi esse vídeo do prefeito Eduardo Cavaliere ainda em reunião, na Barra da Tijuca, e o assunto já tomou a mesa toda. A Prefeitura do Rio publicou nesta segunda-feira (13) um decreto que proíbe a veiculação de publicidade de bets e jogos de azar em espaços públicos da cidade, incluindo mobiliário urbano, pontos de ônibus e qualquer área cuja exploração dependa de licença ou concessão municipal.

Segundo o texto do decreto, a proibição vale para marcas, logomarcas, aplicativos, sites, bônus, slogans e mascotes de plataformas de apostas, e se estende também a contratos, eventos e campanhas patrocinadas pela própria prefeitura, incluindo Carnaval e Réveillon. A fiscalização fica a cargo da Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização, que pode determinar remoção imediata de peças irregulares.

A medida da Prefeitura do Rio veta anúncios de casas de apostas em mobiliário urbano, eventos e contratos municipais.
A medida da Prefeitura do Rio veta anúncios de casas de apostas em mobiliário urbano, eventos e contratos municipais.

Cavaliere citou dados da Confederação Nacional do Comércio para justificar a medida, apontando que as bets retiraram R$ 143 bilhões dos bolsos das famílias brasileiras em três anos, e comparou a decisão à proibição de propaganda de cigarro no início dos anos 2000, quando o número de fumantes no país caiu de um a cada três para um a cada nove brasileiros. Ele classificou a medida como parte de um esforço para proteger crianças e adolescentes da exposição constante a esse tipo de anúncio.

Vale lembrar que a restrição vale só para espaços públicos e contratos municipais, então não interfere em patrocínios de clubes de futebol ou transmissões esportivas, que seguem cheios de marca de bet no peito do time. Fica o decreto, fica o debate, e fica claro que esse assunto ainda vai render capítulo em Brasília.

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