Eu saí da manicure triste, peguei o caminho de casa e, quando cheguei aqui no Cosme Velho, fui reler o que Presley Gerber escreveu meses antes de morrer. E aí, gente… a notícia muda de tamanho. Porque a morte todo mundo já sabe. O que me pegou foi ler o que ele próprio havia dito sobre a batalha que estava enfrentando.
Em março, Presley, filho de Cindy Crawford e do empresário Rande Gerber, falou publicamente sobre uma tentativa de recuperação da dependência química. Ele contou que havia passado por um tratamento com ibogaína e descreveu o medo que sentiu antes do procedimento. No relato, escreveu que repetia para si mesmo dois mantras: “ame a si mesmo” e “esta tem que ser a última vez por este motivo”.

Mas foi outra frase que ficou ainda mais difícil de ler agora: “Rezando para que seja a última vez que eu precise voltar [ao tratamento]. Da próxima vez, gostaria que fosse por escolha minha.”
Presley também escreveu que abrir mão do controle não havia sido fácil e que estava encarando questões das quais vinha fugindo. Segundo o próprio modelo, começava a “encontrar o caminho de volta” para si mesmo.
Neste domingo (20), Presley morreu aos 27 anos enquanto estava internado em uma clínica de reabilitação em Los Angeles. Até o momento retratado pela reportagem da Veja, a causa da morte não havia sido divulgada. A família pediu privacidade.

E eu fiquei olhando para aquela frase. Não porque ela explique a morte, porque não explica e seria irresponsável fazer essa ligação sem uma causa confirmada. Mas porque registra uma luta contada por ele mesmo meses antes. Hoje, o que Presley escreveu deixou de ser apenas um desabafo sobre recuperação. Virou uma das últimas janelas públicas para entender o que ele estava vivendo.