Eu estou desde cedo na mansão do Cosme Velho tentando falar com Elisa Zarzur. Liguei uma vez. Nada. Liguei outra. Caixa postal. Mandei mensagem. Silêncio. E quer saber? Ela está certíssima em não me atender. Se eu estivesse em Veneza, vestida de Versace vintage e atravessando tapete vermelho, também deixaria a Kátia falando sozinha no Rio.
Mas eu queria dar os parabéns, gente.
A brasileira foi convidada para o red carpet de “Oasis: Don’t Look Back In Anger”, documentário exibido na 83ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza e que revisita o retorno da banda aos palcos em 2025.
E Elisa não foi a Veneza para fazer figuração.

Ela apareceu com uma peça vintage da Versace que tem história. O vestido foi apresentado originalmente por Isabeli Fontana, em Milão, na coleção Primavera/Verão 2006 da grife italiana. Ou seja: 21 anos depois, uma brasileira voltou a colocar a peça em evidência.
E tem mais currículo nesse vestido do que em muita gente.
Recentemente, Hailey Bieber também usou a criação durante o Vogue Australia Summer Ball 2026. Elisa escolheu a mesma peça para Veneza, combinando o decote profundo, bordados e aplicações de cristais com joias da Tiffany & Co.

Quando vi as imagens, esqueci até que estava tentando marcar cabeleireiro para ir ao Rock in Rio hoje. Aumentei a foto, diminuí, aumentei novamente. Porque tem diferença entre colocar um vestido bonito e segurar um Versace desses num tapete vermelho internacional.
Durante a passagem pela cidade, Elisa também visitou a exposição The Only True Protest Is Beauty, no Palazzo Pisani Moretta, que reúne mais de 200 peças conectando moda e arte.
“A cidade inteira respira moda, é fascinante perceber que isso é uma forma de dizer algo ao mundo”, afirmou Elisa. “Em Veneza, isso fica ainda mais evidente, com arte, cinema e arquitetura se encontrando o tempo todo.”
Pois eu continuo no Cosme Velho tentando encontrar Elisa.

A maquiadora já me respondeu, o cabeleireiro está encaminhado, a chuva carioca continua empenhada em destruir qualquer planejamento capilar e Elisa Zarzur segue sem atender meu telefone.
Deixa a menina.
Depois de Versace vintage, Tiffany e tapete vermelho em Veneza, ela provavelmente está ocupada demais para atender uma fofoqueira carioca de roupão.
Mas o recado está dado, Elisa: parabéns. E quando voltar ao Brasil, atenda a Kátia.