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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Renny Delmondes cruza a ponte aérea do samba e completa 23 anos de Sapucaí como muso de Bangu

Do Mato Grosso do Sul ao coração do Carnaval carioca, o nome dele vira figurino fixo na avenida e o Google agradece.

Kátia Flávia

29/01/2026 11h00

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Renny Delmondes chega ao seu 23º ano de participação no Carnaval carioca. Foto: S1 Fotografia / Divulgação Gardel Assessoria

Eu aviso logo, Brasil, senta que lá vem capítulo especial dessa novela chamada Carnaval do Rio. Renny Delmondes está completando 23 anos de Marquês de Sapucaí, sim, vinte e três, e resolveu comemorar do jeito que Kátia Flávia respeita. Com estreia de peso, rotina puxada e aquele ar de quem sabe exatamente onde pisa quando o chão é sambado.

Natural de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Renny é aquele personagem que saiu do elenco de apoio direto para o centro da cena. Em 2026, ele vive um marco daqueles que fazem o povo do samba cochichar na arquibancada. Estreia oficialmente como muso da Unidos de Bangu. Primeira vez no posto, primeira vez com holofote cravado, primeira vez com a responsabilidade batendo no ombro junto com o surdo.

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Renny mantém uma agenda intensa para estar presente nos compromissos da Unidos de Bangu. Foto: S1 Fotografia / Divulgação Gardel Assessoria

Antes que alguém diga que ele caiu ali de paraquedas, deixa a Kátia explicar. Renny é íntimo da Sapucaí há mais de duas décadas. Já passou por escolas tradicionais como Mangueira e Império da Tijuca. Currículo de respeito, desses que ninguém improvisa em ensaio aberto.

E a vida dele não é só pluma e paetê, não. A rotina é digna de novela das nove com locação dupla. Divide os dias entre o Rio de Janeiro e o Mato Grosso do Sul, vivendo em modo avião emocional. Vai e volta para ensaio, evento oficial, reunião de escola, conversa de bastidor e aquele compromisso invisível que só quem vive o Carnaval entende.

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No último sábado, Renny esteve na Marquês de Sapucaí participando dos ensaios técnicos. Foto: S1 Fotografia / Divulgação Gardel Assessoria

No último sábado, lá estava ele na Marquês de Sapucaí, participando dos ensaios técnicos, olhando a avenida com aquele olhar de quem já conhece cada curva, cada arquibancada, cada respiração do público. Agora, foco total na preparação final. Ajuste fino, corpo afiado, samba no pé calibrado e entrega completa à escola.

Aqui, meu bem, não tem improviso. Tem história, tem presença, tem um nome que atravessa o mapa do Brasil para fincar bandeira no Carnaval carioca. Renny Delmondes não está comemorando apenas um número. Está celebrando permanência. E no samba, quem permanece vira tradição.

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