Eu aviso logo, Brasil, senta que lá vem capítulo especial dessa novela chamada Carnaval do Rio. Renny Delmondes está completando 23 anos de Marquês de Sapucaí, sim, vinte e três, e resolveu comemorar do jeito que Kátia Flávia respeita. Com estreia de peso, rotina puxada e aquele ar de quem sabe exatamente onde pisa quando o chão é sambado.
Natural de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Renny é aquele personagem que saiu do elenco de apoio direto para o centro da cena. Em 2026, ele vive um marco daqueles que fazem o povo do samba cochichar na arquibancada. Estreia oficialmente como muso da Unidos de Bangu. Primeira vez no posto, primeira vez com holofote cravado, primeira vez com a responsabilidade batendo no ombro junto com o surdo.

Antes que alguém diga que ele caiu ali de paraquedas, deixa a Kátia explicar. Renny é íntimo da Sapucaí há mais de duas décadas. Já passou por escolas tradicionais como Mangueira e Império da Tijuca. Currículo de respeito, desses que ninguém improvisa em ensaio aberto.
E a vida dele não é só pluma e paetê, não. A rotina é digna de novela das nove com locação dupla. Divide os dias entre o Rio de Janeiro e o Mato Grosso do Sul, vivendo em modo avião emocional. Vai e volta para ensaio, evento oficial, reunião de escola, conversa de bastidor e aquele compromisso invisível que só quem vive o Carnaval entende.

No último sábado, lá estava ele na Marquês de Sapucaí, participando dos ensaios técnicos, olhando a avenida com aquele olhar de quem já conhece cada curva, cada arquibancada, cada respiração do público. Agora, foco total na preparação final. Ajuste fino, corpo afiado, samba no pé calibrado e entrega completa à escola.
Aqui, meu bem, não tem improviso. Tem história, tem presença, tem um nome que atravessa o mapa do Brasil para fincar bandeira no Carnaval carioca. Renny Delmondes não está comemorando apenas um número. Está celebrando permanência. E no samba, quem permanece vira tradição.