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Kátia Flávia
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Renner cai no choro na primeira gravação após morte de Rick

Cantor registrou duas músicas em Paulínia e retomou o trabalho solo pouco mais de um mês após a queda de helicóptero

Kátia Flávia

29/10/2026 10h24

Renner se emocionou durante primeira gravação após a morte de Rick

Renner se emocionou durante primeira gravação após a morte de Rick

Renner Reis se emocionou durante a primeira gravação de sua carreira solo desde a morte de Rick Sollo, seu parceiro de dupla. Em Paulínia, no interior de São Paulo, o cantor registrou duas músicas em homenagem ao artista, morto em setembro em um acidente de helicóptero.

Eu tinha saído da cadeira extensora e começado a mesa flexora quando vi as imagens. Tem notícia que faz a gente baixar o volume interno, sabe? Porque não é sobre estreia, agenda ou o próximo projeto: é sobre alguém tentando voltar a cantar depois de perder uma voz que esteve ao lado da sua por tantos anos.

Renner interpretou “Como Assim”, faixa do álbum Seguir em Frente, lançado pela dupla em 2018. O momento foi compartilhado pelo empresário André Piunti e mostrou o cantor visivelmente tocado durante a homenagem.

Eu reduzi o peso da série e respirei fundo. A música, nessas horas, vira lugar de memória. Não existe regra para o luto, muito menos prazo para alguém retornar ao palco ou entrar em estúdio; cada pessoa encontra o próprio jeito de seguir sem fingir que nada aconteceu.

Após a morte de Rick, Renner cancelou os shows da turnê de 40 anos da dupla e anunciou o projeto Rick & Renner pra sempre – O Legado. A proposta é preservar a história construída pelos dois no sertanejo.

Eu fui para a elevação pélvica pensando que esse nome — “O Legado” — diz muito. Não se trata de substituir Rick, porque ninguém substitui uma história inteira. Trata-se de manter viva uma obra que atravessou décadas, público, estrada e uma parceria que marcou muita gente.

Rick Sollo, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira morreram na queda do helicóptero, em Santa Catarina, no dia 21 de setembro.

Eu peguei a garrafinha de água e fiquei alguns segundos em silêncio. Uma tragédia dessas não leva apenas uma pessoa de cena: ela muda famílias, equipes, amigos e todos os que dividiam trabalho e afeto com quem partiu. É uma ausência que se espalha.

O relatório preliminar do Cenipa apontou mau tempo e condições adversas na região como fatores do acidente, além de registrar histórico de falhas na aeronave. A investigação continua e ainda não há conclusão definitiva sobre as causas da queda.

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