Gente, eu estava na aula de aeróbica, tentando sobreviver à sequência que a professora inventou, quando começou o zum-zum-zum. Uma falando daqui, outra mostrando vídeo dali. Em cinco minutos, ninguém mais queria saber de abdominal: só se falava da confusão envolvendo Rafaella Santos na Vila Belmiro. Eu parei tudo. Rafa é minha amiga e já fui pegar o telefone.
A confusão aconteceu neste domingo (23), durante o empate por 1 a 1 entre Santos e Mirassol, pelo Brasileirão. Rafaella estava em uma área privada do estádio quando passou a ser hostilizada por torcedores do Mirassol. Vídeos que circulam nas redes registraram xingamentos contra ela, incluindo o termo “biscate”, e Rafaella reagindo às provocações.

O negócio ficou ainda mais sério porque objetos foram arremessados em direção ao local onde ela estava. Aí acabou a brincadeira. Futebol tem provocação, rivalidade e gritaria. Jogar coisa em direção a alguém e partir para ofensa desse nível já ultrapassa a arquibancada.
E eu? Saí da aeróbica com o coração na boca e o celular na mão, tentando falar com a Rafa para saber se está tudo bem. Porque fofoca eu conto rindo. Quando mexem com amiga, primeiro eu quero saber se ela está bem. Depois a gente conversa.