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Kátia Flávia
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Rádios da Band fecham acordo com a FIFA e aposta alto na Copa Feminina de 2027

Rádios Bandeirantes e BandNews FM vão transmitir o Mundial no Brasil, com 32 seleções e 64 jogos. Amanda Andrade lidera uma aposta que também interessa ao mercado publicitário.

Kátia Flávia

30/10/2026 10h07

Seleção Brasileira Feminina fará sua 10ª participação consecutiva no torneio | Crédito: Lívia Villas Boas / CBF

Seleção Brasileira Feminina fará sua 10ª participação consecutiva no torneio | Crédito: Lívia Villas Boas / CBF

Menina, eu já estava instalada na minha casa, no Cosme Velho, quando chegou uma notícia do Grupo Bandeirantes que me fez largar tudo! A Band acaba de fechar um acordo com a FIFA para transmitir a Copa do Mundo Feminina de 2027 pelas rádios Bandeirantes e BandNews FM. Eu achei o máximo! E olha que não estou falando apenas de futebol. Estou falando de audiência, publicidade, posicionamento de marca e uma oportunidade comercial daquelas que fazem qualquer diretor de marketing abrir a planilha de investimentos. Porque, minhas queridas, quando uma Copa do Mundo acontece dentro de casa, até o departamento comercial entra em campo.

A negociação garante às duas emissoras a transmissão radiofônica da competição, marcada para acontecer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Será a primeira edição da Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul, justamente no Brasil. E aqui está a primeira grande sacada do negócio: o Grupo Bandeirantes poderá acompanhar um evento esportivo internacional em território nacional, com a possibilidade de aproximar sua cobertura de torcedores, anunciantes e marcas interessadas no futebol feminino. O acordo anunciado contempla as rádios. Não significa, portanto, que a Band tenha adquirido os direitos de transmissão televisiva.

Agora vamos aos números, porque Kátia Flávia Business gosta de uma boa fofoca, mas também sabe ler um contrato. Serão 32 seleções disputando 64 partidas em oito cidades brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O torneio terá duração de pouco mais de um mês, oferecendo uma sequência de jogos e oportunidades de cobertura. Para as rádios, isso representa a possibilidade de desenvolver programação especial, entradas ao vivo, entrevistas e conteúdos associados ao campeonato. O tamanho dessa operação dependerá do planejamento editorial e comercial das emissoras.

E quem aparece no centro dessa movimentação é Amanda Andrade, diretora nacional das rádios do Grupo Bandeirantes. Foi ela quem anunciou a importância estratégica da aquisição dos direitos. Segundo a executiva, a negociação reafirma a presença das emissoras nas grandes coberturas esportivas e o compromisso com a valorização do futebol feminino. Amanda também confirmou a intenção de colocar as equipes nos estádios para acompanhar a competição de perto. Eu gosto de observar esse tipo de decisão porque, no mercado de comunicação, comprar direitos é apenas o começo. Depois vem a parte que separa uma boa negociação de um bom negócio: transformar conteúdo em audiência e audiência em receita.

E aqui está o detalhe que chamou minha atenção. Segundo o material divulgado pelo grupo, as emissoras do conglomerado alcançam um público potencial de 138 milhões de pessoas no território nacional. Atenção para a expressão: público potencial. Isso não significa que 138 milhões de brasileiros escutem as rádios diariamente, muito menos que todos acompanharão o Mundial. Mas mostra a dimensão da presença do grupo no mercado brasileiro. Para uma marca interessada em associar sua imagem ao esporte feminino, essa estrutura de distribuição pode representar uma oportunidade relevante de comunicação.

A aquisição também acontece num momento em que a cobertura esportiva deixou de ser apenas uma disputa por audiência ao vivo. Existe um mercado de patrocínios, ações promocionais, projetos especiais, conteúdo digital e relacionamento com anunciantes em torno dos grandes eventos. No caso da Copa Feminina, o interesse comercial pode alcançar empresas que já investem no esporte e marcas que procuram ampliar sua presença junto ao público feminino. Isso é uma possibilidade de mercado, não uma receita garantida. O comunicado não informa o valor pago pelos direitos nem apresenta contratos publicitários fechados para a competição.

E tem uma questão que considero especialmente importante. O futebol feminino ainda enfrenta desafios históricos de investimento, visibilidade e estrutura. Uma Copa do Mundo realizada no Brasil pode ampliar a exposição das atletas e das seleções, mas esse potencial precisa ser acompanhado de cobertura consistente. A Band tem tradição no rádio esportivo e agora assume o compromisso de levar o Mundial aos ouvintes de suas duas principais marcas radiofônicas. A decisão coloca o grupo numa posição interessante para disputar atenção durante o campeonato.

No meu radar, a próxima movimentação será comercial. Quero observar como as rádios vão estruturar os pacotes de patrocínio, quais marcas poderão participar das transmissões e como a cobertura será distribuída entre programação tradicional e plataformas digitais. Também será interessante acompanhar o investimento em profissionais especializados no futebol feminino. São decisões que podem determinar o retorno do projeto. Porque adquirir um evento de grande porte gera oportunidades, mas também exige planejamento, equipe e capacidade de execução.

E eu vou terminar dizendo uma coisa aqui da minha janela no Cosme Velho: achei a decisão da Band inteligente. A Copa Feminina de 2027 reúne três elementos valiosos para uma empresa de comunicação: um evento internacional, uma sede brasileira e um calendário definido de partidas. Amanda Andrade e sua equipe têm agora a oportunidade de transformar esses direitos em um projeto editorial e comercial relevante. O contrato está anunciado. A competição tem data marcada. E a próxima partida, minhas queridas, será disputada nas mesas de negociação com os anunciantes. Essa eu quero acompanhar de pertinho!

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