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Kátia Flávia
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“Quero ser tratado com respeito”: advogado de produtora de filme de Bolsonaro bate de frente com Andréia Sadi ao vivo na Globonews

Ricardo Sayeg se irritou ao ser questionado sobre investigação da PF envolvendo emendas destinadas a organizações ligadas a Karina Gama

Kátia Flávia

16/09/2026 15h30

Andréia Sadi durante participação na GloboNews

Andréia Sadi durante participação na GloboNews

Andréia Sadi protagonizou um climão ao vivo na GloboNews com Ricardo Sayeg, advogado da empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A discussão aconteceu quando a jornalista citou uma investigação da Polícia Federal sobre emendas destinadas a organizações ligadas à empresária.

Eu já tinha servido meu almoço e estava sentando à mesa quando vi o vídeo. Minha gente, o garfo ficou parado no ar, porque bastou Andréia Sadi fazer uma pergunta objetiva para o advogado pedir respeito em rede nacional.

Sayeg afirmou que Karina não sabia a origem do dinheiro usado na produção e que não conhecia relações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. A defesa sustenta que ela não tinha conhecimento dos fatos investigados.

A jornalista, então, fez a ressalva que deixou o estúdio em temperatura de panela de pressão. “Só para deixar claro: o senhor falou que não tem dinheiro público, não é o que diz a investigação da polícia. Tem uma investigação em curso, o senhor sabe disso”, disse Sadi.

Eu peguei o copo d’água e pensei: ela não disse que havia condenação, não disse que alguém era culpado, falou de uma investigação em andamento. Mas o advogado reagiu na hora: “Tudo bem… Só queria deixar claro que eu quero ser tratado com respeito”.

Sayeg também afirmou que a palavra “mentira” teria sido usada durante a conversa. Sadi rebateu: “Não, não falei isso. Eu não disse que tem dinheiro público, quem está dizendo é a polícia, que está fazendo uma investigação. Só isso”.

Segundo a GloboNews, a PF apura o envio de R$ 2 milhões em emendas para organizações ligadas à produtora. A apuração está em curso e não representa, por si só, uma conclusão sobre responsabilidade de Karina Gama.

Eu deixei o garfo no prato porque aquilo foi um climão daqueles que não precisam de gritaria. De um lado, a defesa tentando apresentar sua versão; do outro, uma jornalista lembrando que investigação policial não desaparece porque alguém não gosta da pergunta.

Depois do embate, Andréia passou a palavra ao repórter Reynaldo Turollo Jr. E eu terminei meu almoço pensando que, em televisão ao vivo, às vezes a frase mais curta é justamente a que deixa o ambiente mais pesado.

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