Suco de melancia na mão, toalha no ombro, academia no Leblon no radar e o celular tocando com Amora Mautner na linha. A coluna parou tudo. Quando a diretora artística de “Quem Ama Cuida” liga pessoalmente para contar o que vem aí, não existe glúteo que aguarde.
O plot é o seguinte: Arthur Brandão finalmente convence Adriana a se casar, numa cerimônia íntima no apartamento dele cercada de inimigos disfarçados de convidados. A união mal é sacramentada quando um apagão deixa todo mundo no escuro, alguém não identificado surpreende Arthur, e o empresário mais rico da trama “cai” da sacada. Adriana ouve o grito, corre para o terraço e encontra o corpo na calçada. As câmeras de vigilância? Não gravaram nada. Começou o jogo.

Walcyr Carrasco entregou um mistério de mão cheia, e Amora Mautner está tão afiada que ontem mesmo soltou uma indireta histórica nas redes, recado dado para quem quis receber sobre o que é fazer dramaturgia de verdade. Com 30 anos de Globo e o método “gira” que faz ator chorar de verdade no set, ela está construindo os próximos capítulos como se cada cena fosse a última. O elenco sente, e a audiência vai sentir junto.
A lista de suspeitos é vasta e deliciosa: Diná, Carmita, a família inteira dos dois lados, todos com motivo, todos presentes na noite do apagão. Antonio Fagundes entregou um personagem que era adorado por quem precisava do dinheiro e abandonado por quem deveria amá-lo. Esse tipo de homem acumula inimigos com sorriso no rosto. A investigação vai virar o núcleo da novela, e Adriana vai sofrer muito antes de saber a verdade. A mocinha sempre sofre. Amora Mautner já disse isso.

A academia pode esperar. O Brasil inteiro vai parar na segunda-feira, 1º de junho, às nove da noite, na frente da TV, fazendo a mesma pergunta que Walcyr Carrasco plantou como uma bomba no meio da trama: quem matou Arthur Brandão?