Espanha e Argentina entram em campo neste domingo (19) não apenas para decidir quem levanta a taça da Copa do Mundo de 2026, mas também para disputar a maior premiação financeira já oferecida pela Fifa na competição. O campeão receberá US$ 51,5 milhões, cerca de R$ 263,5 milhões.
Eu já estava no Pepita Café tentando entender se o frio de Campos deixa todo mundo mais fino ou só mais caro, quando abri a lista de premiações da Fifa e quase engasguei com o próprio pensamento. Porque final de Copa já tem drama, hino, choro e promessa de eternidade, mas quando entram R$ 263 milhões na conversa, minha filha, até a taça parece vir com extrato bancário.

O vice-campeão também não sai de mãos abanando. Quem perder a final ficará com US$ 34,5 milhões, cerca de R$ 176,5 milhões. É derrota? É. Mas é uma derrota que entra na conta com dignidade de orçamento anual.
A disputa pelo terceiro lugar também movimentou cifras pesadas. O vencedor entre França e Inglaterra garantiu US$ 30,5 milhões, aproximadamente R$ 156 milhões. Já o quarto colocado ficou com US$ 28,5 milhões, cerca de R$ 146 milhões.
A Fifa paga valores progressivos de acordo com a campanha de cada seleção. Quanto mais longe o time vai, mais dinheiro entra. É mata-mata dentro de campo e escadinha de premiação fora dele, aquela coisa bem futebol moderno: emoção no gramado, planilha no andar de cima.
Noruega, Bélgica, Marrocos e Suíça, eliminadas nas quartas de final, receberam US$ 20,5 milhões cada, cerca de R$ 105 milhões. Já as seleções que caíram nas oitavas ficaram com US$ 16,5 milhões, aproximadamente R$ 84 milhões.

Foi o caso do Brasil, eliminado pela Noruega por 2 a 1. Eu li “Brasil, US$ 16,5 milhões” e fiquei olhando para a tela com a mesma energia de quem recebe reembolso de viagem ruim. Entrou dinheiro? Entrou. Mas ninguém quer fazer brinde por campanha de oitavas quando a expectativa era voltar falando de hexa e não de prestação de contas.
As seleções eliminadas nos 16 avos de final receberam US$ 12,5 milhões, cerca de R$ 64 milhões. Entram nessa faixa países como Holanda, Alemanha, Croácia, Japão, Austrália, Gana, Equador, Suécia, Áustria, Senegal e Cabo Verde.
Já quem caiu ainda na fase de grupos levou US$ 10,5 milhões, aproximadamente R$ 54 milhões. A lista inclui Irã, Coreia do Sul, Turquia, Escócia, Uruguai, Arábia Saudita, República Tcheca, Nova Zelândia, Qatar, Curaçao, Panamá, Jordânia, Haiti, Uzbequistão, Tunísia e Iraque.
Espanha e Argentina jogam por história, camisa, orgulho e uma bolada que faria qualquer federação sorrir até em coletiva de crise. A taça segue sendo o sonho máximo, claro. Mas a Fifa garantiu que o campeão também saia com o prêmio mais gordo da história da Copa.