Eu ainda estava digerindo o café com Ana Paula no Mais Você quando o story de Paulo Baraldi caiu no meu celular aqui em Bari e eu precisei sentar numa cadeira de verdade, porque ali estava a peça que faltava no quebra-cabeça da vitória dessa mulher. O Brasil estava celebrando a campeã. Mas tinha alguém em silêncio com quatro fotos na tela e uma conta de onze anos que fechou redondinha.
Baraldi foi produtor do BBB e foi ele quem olhou para Ana Paula quando ela ainda não era nada dentro do universo do reality e disse “acho que você tem chance, bora apostar?” Ela acreditou, construiu a trajetória, e venceu. Com essa vitória, ele anunciou que encerra de vez sua história com a Globo, um ciclo que incluiu quatro campeãs que passaram pelo seu olhar primeiro: Munik, Paula, Ana e Gleici, que ficou meses na sua pasta de “será?” até que um vídeo simples de inscrição vindo lá do Acre falou mais alto que qualquer ficha técnica.


O post viralizou entre os fãs do BBB com a velocidade de quem estava esperando exatamente esse bastidor. Gleici, Munik e o histórico das outras campeãs voltaram à timeline, e o nome de Baraldi, que o grande público não conhecia, de repente ganhou um peso que nenhuma edição ao vivo entrega.
A leitura que fica é simples e poderosa: atrás de cada campeã havia um garimpeiro que apostou antes de todo mundo. Baraldi não estava no confessionário, não estava no paredão, não votava e não era votado. Mas estava no começo de tudo, na hora em que o programa ainda era só uma possibilidade, olhando para uma pessoa e dizendo “essa vai longe.” Quatro vezes ele acertou. Quatro.
Agora ele vai para a Casa do Patrão, o novo reality que promete agitar o mercado, e eu já liguei pra dar parabéns, Paulo, que descubra mais quatro campeãs por aí, e, já que estamos, se precisar de uma colunista brasileira com experiência europeia e zero filtro no confessionário, o meu número você já tem.