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Kátia Flávia
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Piano de R$ 400 mil e lago de carpas: o que foi destruído após muro de obra de Simone Mendes cair

Guitarrista Léo Stuart, da banda Tihuana, processa a cantora e atribui os danos à obra vizinha; defesa de Simone diz que episódio ocorreu durante fortes chuvas

Kátia Flávia

03/09/2026 11h30

Simone Mendes é processada pelo músico Léo Stuart, da banda Tihuana

Simone Mendes é processada pelo músico Léo Stuart, da banda Tihuana

Simone Mendes é processada após o desabamento de um muro durante uma obra em seu imóvel no condomínio Tamboré 1, em Alphaville, na Grande São Paulo. Segundo o g1, lama e escombros teriam atingido a casa vizinha, pertencente à empresa administrada pelo músico Léo Stuart, guitarrista da banda Tihuana.

Eu entrei no box, molhei o cabelo e comecei a espalhar shampoo na cabeça, porque depois de uma hora de academia ninguém merece conversar com o mundo antes de voltar a ser uma pessoa apresentável. Foi nesse momento que li sobre um muro que caiu e resolveu levar junto piano, lago de carpas, pomar, canil, piscina e a paz de uma vizinhança inteira. O muro fez um pacote premium de destruição, meu amor.

A ação foi movida por Léo Stuart, que afirma ter ouvido estalos na estrutura na tarde de 6 de novembro de 2024. Segundo a petição, pouco depois o muro cedeu, e um volume de lama e escombros invadiu a residência dele.

Entre os danos relatados estão o muro da propriedade, o pomar, o lago de carpas, o canil, a piscina e o sistema de abastecimento de água. Uma das carpas teria morrido após o lago ser atingido. O g1 informou ainda que um piano avaliado em aproximadamente R$ 400 mil também teria sido danificado.

Eu enxaguei o cabelo e fiquei alguns segundos debaixo da água, tentando processar a lista. Porque “o muro caiu” já é uma frase ruim. Agora, “o muro caiu e levou uma carpa, um piano de R$ 400 mil e uma estrutura inteira” é a hora em que até o condomínio de luxo precisa chamar advogado, engenheiro, perito e talvez um exorcista especializado em obra.

A defesa de Simone afirmou que o episódio foi um incidente provocado por fortes chuvas e que a execução da obra estava sob responsabilidade de uma empresa contratada. Já a defesa de Léo Stuart contesta essa versão e cita laudos técnicos que, segundo os advogados, apontariam ausência de drenagem e de medidas preventivas como causas do desmoronamento.

A perícia técnica mencionada no processo concluiu que o muro não teria sistema de drenagem nem estrutura de suporte para conter os esforços horizontais do terreno. De acordo com o laudo, as chuvas deixaram o solo saturado e a estrutura teria funcionado como uma barragem de terra sobre o imóvel vizinho. A discussão, porém, ainda não teve decisão definitiva.

Eu fechei o registro, enrolei o cabelo na toalha branca e fui para o quarto separar a roupa que vou usar depois do banho. A Justiça já determinou a paralisação da obra, a reconstrução das áreas atingidas e a preservação das provas. A defesa de Simone apresentou recurso especial para levar a discussão aos tribunais superiores, enquanto o processo aguarda os próximos passos.

O valor de cerca de R$ 1,3 milhão mencionado no processo não é uma indenização já fixada, mas o valor atribuído à ação, segundo a defesa de Léo Stuart. Eu digo apenas isto: chuva é uma força da natureza, mas muro sem drenagem é uma conversa que precisa ser resolvida com engenharia e Justiça — não com nota de assessoria e muita reza.

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