Gente, eu precisei prender o cabelo porque minha cabeça não tava comportando tanta informação.
Eu tava aqui em Bari, com o pé na calçada e um aperol na mão, quando meu telefone começou a vibrar que nem maluco. Peguei o cabelo, prendi num rabo de cavalo na hora, porque solto não ia dar. O STJ solta o Poze do Rodo de manhã, e a PF pede a prisão dele de novo à tarde. NA MESMA TARDE. Eu tive que respirar fundo três vezes.



O STJ concedeu habeas corpus pro MC Poze e pro MC Ryan SP, com o ministro apontando “flagrante ilegalidade” na prisão lá da Operação Narco Fluxo, aquele esquema de lavagem de R$ 1,6 bilhão. A justiça disse: solta. A PF olhou pra decisão do STJ e falou: não. E pediu a preventiva. No mesmo dia. Moça.
O advogado do Poze respondeu com uma nota dizendo que o novo pedido “não traz absolutamente nada de novo” e ainda acusou o delegado de ter saído dando entrevista e vazando dado de investigação sigilosa no fim de semana. Acusou abuso de autoridade. Pediu que o MP investigue o vazamento das imagens da prisão. Ou seja: a defesa foi à guerra.
Além do Poze, MC Ryan SP e o dono da página Choquei também estão na lista de preventiva pedida. Três nomes, uma tarde, decisões se contradizendo em tempo real. Eu ainda estou aqui com o rabo de cavalo, o aperol esquentando na mesa e a sensação de que o Brasil é o único país do mundo onde o noticiário jurídico parece roteiro de Chacrinha. Quando acaba? Não acaba.