Kristen Stewart abriu o jogo sobre os bastidores de “Flesh of the Gods”, novo filme em que contracena com Wagner Moura, e entregou uma definição que já nasce pronta para virar chamada: “pesadelo magnífico”. A atriz contou à Vogue francesa que o longa dirigido por Panos Cosmatos deixou de seguir o roteiro de forma rígida e virou uma experiência criativa coletiva.
Eu já tinha sobrevivido à primeira parte do treino e estava no colchonete, fingindo alongamento enquanto na verdade espiava o celular apoiado na garrafinha, quando vi Kristen chamando um filme com Wagner Moura de “pesadelo magnífico”. Minha filha, eu quase derrubei a caneleira. Porque quando uma estrela de Hollywood junta vampiro, anos 1980, liberdade artística e Wagner Moura no mesmo pacote, a fofoca cultural pede proteína e apuração.

“Começamos com o roteiro, mas tudo acabou se transformando em uma criação viva, alimentada pelas sensibilidades de cada um. Fizemos juntos uma espécie de pesadelo magnífico”, disse Kristen.
A frase se refere ao processo de filmagem de “Flesh of the Gods”, que tem Kristen Stewart, Wagner Moura e Esmé Creed-Miles no elenco. A trama mistura fantasia, terror e elementos do universo dos vampiros, ambientada em Los Angeles nos anos 1980. No centro da história estão Raoul e Alex, um casal que desce todas as noites de um apartamento luxuoso em um arranha-céu para mergulhar em um mundo noturno cheio de desejo, excesso e estranhamento.
Kristen também afirmou que nunca tinha vivido tanta liberdade em um set. Segundo ela, o filme se construiu de maneira orgânica, com o elenco ajudando a moldar personagens e narrativa ao longo das gravações.
“Existe uma cena perto do fim que talvez eu jamais tivesse vivido se não tivesse sido convidada a interpretá-la. Atuar permite experimentar emoções que, de alguma forma, acabam se tornando reais”, afirmou.
Enquanto a professora da academia gritava “respira” como se eu estivesse parindo um agachamento, eu só conseguia pensar que Wagner Moura saiu de “Narcos”, atravessou Cannes, Hollywood e agora está em um delírio vampírico com Kristen Stewart. O homem não escolhe papel, escolhe perturbação cinematográfica com pedigree.
A atriz definiu o longa como “uma reflexão sobre o que significa estar vivo”, explorando desejo, sofrimento e transcendência. Ou seja, não espere aquele vampiro penteado, educado e brilhando no sol. Pelo jeito, vem filme para sair do cinema sem saber se você quer aplaudir, tomar banho ou ligar para o terapeuta.

O clima intenso também continuou fora das câmeras. Kristen contou que, ao fim das gravações, elenco e equipe viajaram juntos para a Alemanha e que havia uma sensação forte de conexão entre todos.
“Estava cercada por cerca de 40 pessoas que, em apenas três meses, se tornaram meus melhores amigos. Havia uma sensação quase sagrada de afeto e pertencimento”, contou.
Se depender da descrição de Kristen, “Flesh of the Gods” não foi só mais um trabalho internacional de Wagner Moura. Foi uma espécie de transe coletivo de cinema, daqueles em que o roteiro entra arrumado no set e sai de madrugada usando óculos escuros. E, sinceramente, se o pesadelo é com Kristen Stewart e Wagner Moura em Los Angeles, eu quero pelo menos ver o trailer antes de acordar.