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Kátia Flávia
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“Pelo amor do Santo Padre”: âncora da Band tira sarro de mulher de 37 anos que fingia ter 12

Eduardo Oinegue não segurou a reação no “Jornal da Band” ao comentar o caso de Amanda Maria Souza de Oliveira, investigada por estelionato e falsa identidade em Santa Catarina.

Kátia Flávia

09/06/2026 15h30

Eduardo Oinegue ironizou caso da mulher de 37 anos que fingia ter 12

Eduardo Oinegue ironizou caso da mulher de 37 anos que fingia ter 12

Bianca Cuqui e eu já tínhamos entrado naquela fase do almoço em que a conta ainda não chegou, a sobremesa já foi devidamente destruída e a conversa começa a perder qualquer compromisso com a produtividade. Estávamos fofocando sobre gente que usa “reunião” para justificar vinho em plena terça-feira (09), quando apareceu Eduardo Oinegue reagindo ao caso da falsa criança de 37 anos. Eu quase engasguei de rir. Porque tem notícia que o jornalista lê sério. E tem notícia que olha para o jornalista e diz: duvido você manter a compostura.

No “Jornal da Band”, Oinegue comentou o caso depois da exibição de uma reportagem sobre Amanda Maria Souza de Oliveira. “Olha, o Código Penal foi criado para julgar os criminosos, não as vítimas, evidentemente. As vítimas têm que ser protegidas, mas pelo amor do Santo Padre!”, reagiu.

O âncora não parou por aí. Ao ver novamente a imagem da investigada, ele questionou como a farsa conseguiu se sustentar. “Vocês viram a imagem dessa golpista. Olha aí, de novo. Como alguém pode acreditar que ela tem 12 anos? Tudo bem, ela inventou aquele papinho furado, como qualquer vigarista inventa, mas nem se ela dissesse que tem 30 anos daria para acreditar”, disparou.

O caso ganhou repercussão nacional nos últimos dias pela combinação absurda de detalhes. Amanda Maria Souza de Oliveira se apresentava como uma menina de 12 anos, usava mamadeira e chupeta, afinava a voz e alegava falsamente ter autismo e ter sido submetida ao uso forçado de hormônios na infância para justificar a aparência adulta.

Segundo a Polícia Civil, ela inventou a história para ser acolhida por uma comunidade religiosa e acabou convivendo por 14 meses com uma família de Joinville, em Santa Catarina. Os pais, que não chegaram a oficializar a adoção, teriam custeado festa de aniversário e medicamentos para obesidade.

Amanda é investigada por estelionato e falsa identidade. O caso passou a ser tratado com enorme cautela justamente porque envolve uma família que acreditava estar acolhendo uma criança em situação de vulnerabilidade, enquanto a polícia afirma que tudo fazia parte de uma fraude.

A reação de Eduardo Oinegue viralizou porque traduziu o espanto geral em rede nacional. Não foi só deboche. Foi aquele choque brasileiro diante de uma história que parece roteiro ruim, mas veio com delegacia, investigação e mamadeira em cena.

Bianca Cuqui largou o guardanapo e falou: “Kátia, isso é golpe ou teste de elenco?”. Eu respondi que, no Brasil, às vezes os dois usam a mesma ficha. A família foi vítima, isso é sério e precisa ser tratado como caso de polícia. Mas Oinegue, meu amor, fez o que metade do país pensou e não teve microfone para dizer: pelo amor do Santo Padre, tem farsa que exige mais do que fé. Exige miopia coletiva.

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