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Kátia Flávia
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Parreira morreu? Entenda o estado de saúde do técnico do tetra na UTI

Campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994 voltou a ser sedado, respira com ajuda de aparelhos, faz hemodiálise e segue internado no Rio de Janeiro

Kátia Flávia

07/07/2026 9h38

Carlos Alberto Parreira segue internado na UTI no Rio de Janeiro

Carlos Alberto Parreira segue internado na UTI no Rio de Janeiro

Carlos Alberto Parreira, técnico campeão do mundo com o Brasil em 1994, segue internado na UTI do Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro. Aos 83 anos, ele trata uma inflamação pulmonar que evoluiu com complicações renais, voltou a ser sedado, respira com auxílio de aparelhos e iniciou sessões de hemodiálise.

Eu ainda estava no Cosme Velho tentando transformar a volta para casa em rotina, com a cafeteira finalmente ligada e a mala aberta me julgando do canto da sala, quando vi o nome de Parreira subindo nas mensagens. Depois de uma Copa que já tinha deixado o brasileiro emocionalmente destruído, notícia de UTI envolvendo o técnico do tetra chega feito aperto no peito. Minha filha, tem nome que a gente lê e imediatamente lembra de camisa larga, Zagallo no banco e 1994 inteiro passando na cabeça.

Técnico campeão do mundo em 1994 voltou a ser sedado e faz hemodiálise
Técnico campeão do mundo em 1994 voltou a ser sedado e faz hemodiálise

Segundo a Gazeta do Paraná, Parreira está internado desde 16 de junho e segue sob acompanhamento do pneumologista intensivista Arthur Vianna e de uma equipe multidisciplinar. Até o momento, não há previsão de alta.

A equipe médica informou que o ex-treinador apresentou quadro infeccioso pulmonar com impacto na função dos rins. Por causa da evolução clínica, ele voltou a ser sedado, passou a respirar com suporte de aparelhos e começou a fazer hemodiálise.

Na semana passada, Parreira também passou por um procedimento para cauterização de um sangramento nasal. Ainda não foi divulgado um novo boletim com detalhes atualizados sobre a evolução do quadro.

Em 2023, o ex-técnico foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. Desde então, sua saúde exige acompanhamento mais cuidadoso.

Parreira é um dos nomes mais importantes da história da Seleção Brasileira. Foi ele quem comandou o time do tetracampeonato mundial, nos Estados Unidos, em 1994, quando o Brasil voltou a levantar a taça depois de 24 anos de espera.

E eu sei que muita gente associa aquele título ao Romário, ao Bebeto, ao Taffarel e ao pênalti do Baggio, mas Parreira era o homem da prancheta, da calma e da frase medida. Pode ter sido criticado, amado, chamado de conservador, mas entregou o que uma geração inteira esperava: o Brasil de volta ao topo.

Ao longo da carreira, ele também dirigiu clubes e seleções em diferentes países, consolidando uma trajetória rara no futebol mundial. Parreira virou sinônimo de comando sereno, de futebol pragmático e de uma era em que a Seleção Brasileira ainda entrava em Copa com cara de favorita real, não de promessa em PowerPoint.

Parreira comandou a Seleção Brasileira na conquista do tetracampeonato mundial
Parreira comandou a Seleção Brasileira na conquista do tetracampeonato mundial

Agora, enquanto o país ainda tenta digerir a eliminação vergonhosa para a Noruega, a internação de Parreira mexe com outra camada da memória. Não é só saúde de ex-técnico. É o técnico do tetra, um pedaço de um Brasil que sabia ganhar Copa, enfrentando um quadro delicado em hospital no Rio.

Eu fico aqui torcendo por melhora e por boletins mais tranquilos. Porque, depois de tanto vexame recente, o torcedor brasileiro merece pelo menos preservar com carinho quem já nos deu uma alegria do tamanho de 1994.

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