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Kátia Flávia
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Padre Júlio Lancellotti denuncia contradições do governo em plena preparação para a COP30

Kátia Flávia

19/09/2025 9h00

Enquanto o governo promete transição energética “justa”, a realidade é petróleo jorrando e a Amazônia gritando por socorro. E quem disse isso? Ele mesmo: o padre mais afiado e militante do Brasil!

Enquanto o governo promete transição energética “justa”, a realidade é petróleo jorrando e a Amazônia gritando por socorro. E quem disse isso? Ele mesmo: o padre mais afiado e militante do Brasil!

Meninas, senta que lá vem discurso daqueles que a gente não esquece! O Padre Júlio Lancellotti foi a Belém, no meio da preparação para a COP30, e soltou o verbo: como é que um governo que se diz líder climático ainda insiste em cavar poços de petróleo na Amazônia?

E não parou por aí, não! Em coletiva na Embaixada dos Povos, o padre foi direto ao ponto: “Nesse sistema nós não somos irmãos, o que há é exploração. A depredação do meio ambiente utilizando combustíveis fósseis impossibilita a vida e a sobrevivência humana”.

Ou seja: ele fez o que sabe melhor, botou a boca no trombone e ainda esfregou na cara dos engravatados que não dá pra fingir defender o planeta e, ao mesmo tempo, alimentar petroleiras.

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E teve cena de novela, viu? No dia 17, o padre celebrou uma missa em Belém e entrou de braços dados com pessoas em situação de rua. Foram mais de 800 fiéis assistindo o sermão, onde ele deu aquela cutucada que só ele sabe dar: “O povo da rua não emite gases de efeito estufa, mas sofre os efeitos”. Arrepiei toda!!!

O babado maior é que esse ato faz parte do movimento global Draw the Line / Delimite, que já juntou mais de 500 ações no mundo inteiro. O recado é claro: nem um poço a mais, nem uma gota a mais de destruição.

E pra fechar com chave de ouro, rolou fala poderosa de Suanne Barreirinhas, do Museu Memorial Vila da Barca: “Hoje foi um momento da gente se acalentar com esse processo em defesa desse território, desses saberes e desse grande bioma que é a Amazônia. Tivemos também a certeza de que nos encontramos nas lutas”.

Pronto, é sobre isso: espiritualidade, militância, emoção e uma pitada de drama. Tudo servido bem quente, do jeitinho que a gente gosta.

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