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Kátia Flávia
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Ourominas entrega ouro físico em casa e muda o jogo do investidor brasileiro

A Ourominas movimenta 1.837 compradores online por mês com tíquete médio de R$ 39 mil, e a CFO Olivia Goldstein afirma que o ouro físico entregue diretamente ao investidor se tornou parte importante da estratégia de proteção patrimonial. Em um cenário de volatilidade econômica e busca por ativos mais seguros, receber ouro em casa deixou de ser uma curiosidade para se transformar em uma alternativa concreta de investimento.

Kátia Flávia

29/05/2026 9h50

A Ourominas vem transformando a forma como brasileiros investem em ouro ao permitir a compra online com entrega física diretamente na casa do cliente

A Ourominas vem transformando a forma como brasileiros investem em ouro ao permitir a compra online com entrega física diretamente na casa do cliente

Eu saía da academia no Leblon, suco de melancia ainda na mão e o abdômen lembrando que certas escolhas têm consequências, quando o celular tocou. Do outro lado da linha, uma fonte do mercado financeiro me contava uma história que parece saída de uma série sobre grandes fortunas: comprar ouro pela internet e receber o metal físico em casa, com nota fiscal, rastreamento e toda a documentação necessária. Liguei imediatamente o modo economia.

A Ourominas, distribuidora de títulos e valores mobiliários autorizada pelo Banco Central e credenciada pela CVM, vem chamando atenção ao oferecer a entrega de ouro físico diretamente ao investidor. A proposta inclui frete gratuito, documentação completa de procedência e opções de custódia própria para quem prefere manter o patrimônio fora de instituições bancárias.

Os números ajudam a explicar o crescimento da operação. Atualmente, a empresa registra cerca de 1.837 compradores online por mês, com tíquete médio de R$ 39.366,58 por operação, o equivalente a aproximadamente 49 gramas de ouro. Considerando que o frete médio de R$ 135,66 é absorvido pela própria empresa, a economia gerada aos clientes ultrapassa R$ 249 mil mensais.

O aumento do interesse pelo metal precioso acompanha um movimento observado em diferentes mercados. Com oscilações nos juros, incertezas fiscais e busca por ativos considerados mais seguros, muitos investidores passaram a olhar novamente para o ouro como instrumento de preservação patrimonial.

Historicamente, porém, o acesso ao ouro físico no Brasil sempre enfrentou obstáculos operacionais. Questões relacionadas à logística, segurança, rastreabilidade e procedência costumavam dificultar a compra por parte de pequenos e médios investidores.

Na B3, por exemplo, a retirada física de ouro está associada a barras de aproximadamente 250 gramas e exige procedimentos específicos junto ao Banco do Brasil. A proposta da Ourominas busca atender um público diferente, permitindo aquisições menores, entrega domiciliar e maior autonomia na custódia do ativo.

Segundo Olivia Goldstein, o diferencial está justamente na combinação entre acessibilidade e segurança. Para a executiva, a compra de ouro físico exige processos rigorosos de transporte, documentação e rastreamento, garantindo que o investidor tenha total clareza sobre origem, custódia, liquidez e possibilidades futuras de revenda.

Além da estrutura operacional, a empresa conta com mais de 100 pontos de atendimento espalhados pelo país e certificações como ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001, além do selo Great Place to Work.

Em um mercado cada vez mais digital, a estratégia da Ourominas mostra como até mesmo um dos ativos mais antigos da história econômica mundial pode se adaptar às novas demandas dos investidores. Afinal, quando tecnologia, logística e segurança caminham juntas, até o ouro encontra novos caminhos para chegar às mãos de quem busca proteger patrimônio e diversificar investimentos.

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