Eu já estava na segunda sobremesa no almoço em Ipanema quando o assunto tomou conta da mesa de vez: a Opus Entretenimento acabou de se tornar sócia do Festival João Rock, e todo mundo queria falar ao mesmo tempo. O telefone não parou de tocar, mensagem de gente do setor, de fã de festival, de produtor, de artista, de assessor. Ribeirão Preto estava no centro do universo da música nacional numa quarta-feira de maio, e eu precisava escrever isso antes de pedir o café.
A Opus Entretenimento, maior plataforma de shows ao vivo do país com cinco décadas de atuação, fechou parceria com a Bananas Eventos para se tornar sócia do Festival João Rock. O evento, realizado há 23 anos em Ribeirão Preto, é uma das referências mais sólidas da música nacional: 65 mil pessoas num único dia, cinco palcos, 14 horas de música, e ingressos esgotados em todos os setores para este ano. Lucas Zaffari, CEO da Opus, e os sócio-fundadores Marcelo Rocci e Luit Marques, da Bananas Eventos, assinaram uma parceria que o mercado acompanhava com olho aberto.


A Opus administra oito casas de espetáculos no país, da Vibra São Paulo ao Teatro Bradesco, com presença em Porto Alegre, Fortaleza, Recife e Natal, e realiza mais de 3 mil espetáculos por ano. O João Rock, por sua vez, já reuniu mais de 300 apresentações em duas décadas e tem um DNA de diversidade musical que mistura rock, rap, trap, MPB e reggae com uma consistência que poucos festivais brasileiros mantêm. A combinação de festival com identidade forte e empresa com musculatura operacional de primeira linha é exatamente o tipo de movimento que o mercado brasileiro de festivais precisava ver.
As redes explodiram em reação positiva, o setor comemorou, e os fãs do João Rock foram às plataformas em peso celebrar o reforço de estrutura. A Opus e a Bananas Eventos prometem anunciar novos projetos em breve, e o mercado já está de olho.
Eu terminei o café com a certeza de que essa parceria vai render pauta por muito tempo. O João Rock já era grande, mas agora tem a Opus por trás, e isso muda de patamar. Ribeirão Preto vai precisar de um palco maior.