A morte do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, passou a ser investigada como suspeita pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. O corpo do atleta foi encontrado na manhã deste sábado (23), em um apartamento no Jardim Paulista, zona oeste da capital paulista, e a Polícia Civil abriu inquérito para esclarecer as circunstâncias do caso.
Eu já tinha chegado a Botafogo antes das amigas, o que por si só deveria render medalha, placa e talvez um feriado municipal. Fiquei na porta do restaurante, tentando parecer uma mulher serena enquanto confirmava a reserva, respondia duas mensagens atravessadas e fingia não julgar uma amiga que ainda estava “saindo de casa” no exato momento em que deveria estar chegando. Foi aí que entrou a atualização sobre Gabriel Ganley. O domingo, que já vinha carregado de despedidas e homenagens, ganhou uma camada mais dura: agora havia investigação policial.

Segundo a SSP, Gabriel foi encontrado por um amigo no apartamento. A pasta informou que não havia “sinais aparentes de violência no local”, mas as circunstâncias da morte levaram à classificação do caso como suspeito. As autoridades não detalharam quais elementos motivaram essa linha de apuração.
A Polícia Civil dará continuidade aos procedimentos para determinar o que causou a morte do influenciador fitness. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre suspeitos ou sobre uma causa oficial.

Gabriel tinha mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais e ganhou visibilidade ao compartilhar treinos, rotina de fisiculturismo e conteúdos ligados ao estilo de vida fitness. Ele era acompanhado principalmente por um público jovem e tinha forte presença no universo maromba.
A morte foi anunciada pela Integralmedica, empresa que patrocinava o atleta, em nota publicada nas redes sociais. A marca lamentou a perda e destacou a trajetória de Gabriel como atleta e influenciador do esporte.
Na calçada de Botafogo, com o celular na mão e uma amiga finalmente dobrando a esquina como se nada estivesse atrasado, eu só consegui pensar como uma notícia muda de lugar quando entra a palavra investigação. Antes era luto, choque, lembrança. Agora é também pergunta, inquérito e espera. Gabriel tinha 22 anos, uma vida pública em construção e uma morte que ainda precisa ser explicada com cuidado, sem pressa e sem espetáculo.