O grande Emiliano Queiroz, faleceu na manhã desta sexta-feira (4), aos 88 anos, em decorrência de uma parada cardíaca. Porém, a carreira desse ícone da atuação nacional, inclui uma ousada, mas frustrante, passagem como roteirista. Em 1967, ele escreveu”Anastácia, a Mulher sem Destino”, uma novela que rapidamente se tornou uma das piores produções da TV Globo.
O fiasco foi tamanho que a renomada Janete Clair foi convocada para resgatar a trama, e sua solução foi drástica: um terremoto que eliminou mais de 100 personagens de uma só vez.
A narrativa da trama seguia Henri Monfort, interpretado por Henrique Martins, que lutava para salvar sua família, mas foi preso antes de conseguir fugir, deixando sua esposa Anastácia (Leila Diniz) e a filha recém-nascida, Henriette, em apuros.

O público, no entanto, se perdeu em uma trama repleta de personagens e enredos complexos. A solução de Janete Clair foi ousada: introduzir um terremoto que não apenas dizimou os personagens, mas também promoveu um salto temporal de 20 anos, transformando a narrativa.

Com isso, Leila Diniz passou a interpretar tanto Anastácia quanto a filha, Henriette, que agora emergia como protagonista ao lado de Roger (José Augusto Branco).
Depois desse ocorrido, Emiliano Queiroz nunca mais se aventurou na escrita de novelas, optando por continuar sua carreira como ator em produções marcantes como “O Bem-Amado”.