A CBF atualizou nesta segunda-feira (08) a situação médica de Neymar após a realização de uma ressonância magnética na panturrilha direita. O exame apontou “boa evolução” no tratamento da lesão muscular de grau 2, mas o atacante ainda não está confirmado na estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, contra o Marrocos.
Depois de beber água como quem tentava purificar a timeline, voltei para a escrivaninha e comecei a separar os papéis que tinham virado uma pequena república independente ao lado do notebook. A tarde no Cosme Velho ia ficando com cara de fim de expediente, mas o Brasil não deixa ninguém fechar a aba em paz. A CBF soltou o boletim de Neymar. Panturrilha direita, ressonância, “boa evolução”. Sentei melhor na cadeira. Porque quando a perna de Neymar entra em exame, minha filha, o país inteiro vira ortopedista de grupo de WhatsApp.

Segundo a entidade, o camisa 10 foi submetido a uma ressonância magnética nesta segunda-feira (08), e o resultado apontou evolução dentro dos parâmetros esperados. A notícia é positiva, mas não resolve a pergunta que importa: Neymar joga ou não contra o Marrocos?
Por enquanto, a resposta segue no território mais cruel do futebol brasileiro: talvez.
Neymar continuará em processo de recuperação e preparação física nos próximos dias. A comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti vai acompanhar a resposta do jogador ao tratamento antes de decidir se ele será relacionado para a estreia. O Brasil enfrenta o Marrocos no sábado (13), às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
O atacante trata uma lesão de grau 2 na panturrilha direita desde a apresentação da Seleção Brasileira. Ele ficou fora dos amistosos contra Panamá e Egito e permaneceu em trabalho com a fisioterapia da CBF. Mesmo com a melhora apontada pelo exame, ainda existe cautela sobre o retorno, porque lesão muscular em Copa do Mundo não aceita romantismo, pressa nem torcida no ouvido do médico.
A situação de Neymar virou uma novela paralela ao início do Mundial. De um lado, a expectativa de vê-lo em campo na última Copa da carreira. Do outro, o risco de acelerar uma volta e perder o jogador por mais tempo. Internamente, a tendência é observar a evolução nos treinos antes de qualquer decisão definitiva.
Recentemente, em prévia da série “Vai Brasil”, do Globoplay, Neymar disse que se sente como “um jovem de 18 anos” indo para sua primeira Copa, apesar de estar disputando o quarto e último Mundial. A frase aumentou a carga emocional em torno da presença do camisa 10, que ainda tenta transformar recuperação física em despedida competitiva.

Eu olhei para a bagunça da mesa e pensei que Neymar é o único jogador capaz de transformar uma ressonância em evento nacional. A panturrilha melhorou, o moicano já voltou, o menino de 18 anos está animado e o Brasil inteiro está pendurado num laudo. Falta combinar com o músculo. E músculo, meu amor, não liga para narrativa bonita.