Estava ainda no restaurante aqui no Leblon, esperando o café esfriar, quando o celular começou a ferver com uma história saindo do CT Rei Pelé que mistura soco, notificação extrajudicial e o sobrenome mais explosivo que poderia aparecer nessa confusão. Disquei pro Neymar. Caiu direto. Passei pra Bruna Biancardi, que me confirmou que o clima está tenso e que o assunto chegou em casa.
Robinho Jr., filho do Robinho, aquele mesmo, o ex-jogador condenado por estupro na Itália, é o camisa 7 do Santos que o clube acabou de renovar até 2031. No treino de domingo, o menino de 18 anos acusa Neymar de agressão, documenta tudo em notificação extrajudicial enviada ao clube e coloca fogo num vestiário que já estava longe de ser um ambiente tranquilo.


Neymar foi ao CT Rei Pelé, pediu desculpas pessoalmente e considerou o assunto encerrado. O estafe de Robinho Jr. não considerou. Aguardam as imagens do treino para decidir o próximo passo, e rescisão unilateral de contrato não está descartada, segundo o GE. A renovação de abril, que foi celebrada com valorização salarial, já tinha sido negociada com semanas de atrito, inclusive com o estafe exigindo que o garoto ficasse fora do sub-20.
O clube agora tenta administrar os dois fronts: a repercussão interna, porque parte do grupo ficou mal com Robinho Jr. por levar a história para fora dos vestiários, e a sindicância que pode resultar em multa ou desconto no salário de Neymar. Neymar e Robinho Jr. viajaram juntos para o Paraguai, dividiram mesa no jantar da delegação em Pedro Juan Caballero e estão ambos à disposição de Cuca para o jogo contra o Recoleta pela Sul-Americana esta noite.
O estafe de Neymar não quis se pronunciar. Eu entendo: tem situação que silêncio é a única resposta que não piora. Mas essa coluna anota que bater em filho do Robinho, no Brasil de 2026, é o tipo de confusão que não some com pedido de desculpa no CT.