Eu estava aqui na minha casinha aqui no Rio , com o cabelo armado de propósito e a xícara de café quase pedindo habeas corpus, quando Neymar resolveu abrir a boca sobre a briga com Robinho Jr. O craque apareceu naquele modo “deixa eu explicar antes que virem isso contra mim por mais três dias”, e admitiu que se excedeu na reação durante o treino do Santos. Segundo ele, houve pedido de desculpas logo depois do ocorrido, conversa no vestiário e tentativa de encerrar o assunto ali mesmo, longe do picadeiro nacional.
Neymar disse que gosta muito de Robinho Jr., que tem carinho pelo menino desde o começo e que os dois se entenderam depois da confusão. O camisa 10 afirmou que pediu desculpas ao jogador, à família e também na frente do grupo, na segunda-feira. Ele ainda reconheceu que poderia ter agido de outra forma, mas explicou que perdeu a cabeça, aquela frase clássica de craque quando a bola sai do pé e a paciência sai do corpo.


A queixa principal de Neymar foi a proporção que o caso tomou. Para ele, esse tipo de desentendimento deveria ter sido resolvido dentro do ambiente do futebol, entre treino, vestiário e elenco, sem plateia externa colocando gasolina no gramado. O jogador disse que quem não vive o dia a dia do futebol não entende como discussões acontecem e acabam sendo interpretadas de maneira muito maior do que seriam internamente.
Perguntado se a repercussão explodiu por envolver seu nome, Neymar foi direto, disse que obviamente sim. E aí, minha filha, ele abriu o álbum de figurinhas do futebol raiz, falando que quem joga bola sabe que existe discussão, briga, soco, tapa e confusão de vestiário. Ele fez questão de dizer que isso não é normal, calma lá, mas que, quando acontece, o grupo precisa resolver da melhor forma possível.
No fundo, Neymar tentou colocar a confusão na gaveta dos barracos internos do futebol, aquela gaveta que todo clube jura que não existe, mas vive emperrada de tanto segredo. Só que o problema é que Neymar não tem briga pequena, tem evento midiático com trilha sonora, print, plantão e torcida opinando como se estivesse na sala da casa dele. Meu veredito, de camisola cara e língua afiada, é simples: ele pediu desculpas, assumiu o excesso, mas também deixou claro que detestou ver o vestiário virar praça pública.
Confira o vídeo: