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Kátia Flávia
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“Nenhum real vem para a gente”: funcionária de Viih Tube se revolta após multa de R$ 350 mil por reality

Leinha Santana disse que os empregados não receberão parte do valor e afirmou que a equipe saiu prejudicada com o fim de “As Patroas”

Kátia Flávia

30/07/2026 13h00

Leinha Santana afirmou que funcionários não receberão parte dos R$ 350 mil do acordo

Leinha Santana afirmou que funcionários não receberão parte dos R$ 350 mil do acordo

Leinha Santana, governanta de Viih Tube e Eliezer, se manifestou após a repercussão do acordo que prevê o pagamento de R$ 350 mil por danos morais coletivos relacionados ao reality “As Patroas”. A funcionária afirmou que os empregados não receberão qualquer parte do valor e que a equipe se sentiu prejudicada com o encerramento do programa.

Eu tinha acabado de entrar no Cappuccino Grand Café, na Marina Botafoch, e pedir um café cortado com amêndoas tostadas quando vi o vídeo. Porque o reality acabou, a multa ficou enorme e agora quem apareceu para falar foi justamente uma das funcionárias que o público dizia querer defender.

“Não, não vem nenhum real para a gente. Nenhum real vai vir para nenhum de nós aqui”, afirmou Leinha. Ela disse que, desde o começo, garantiu que todos participaram por vontade própria e criticou quem a acusou de defender os patrões.

A governanta também lamentou que os participantes tenham perdido a oportunidade de disputar o prêmio de R$ 20 mil e outras recompensas previstas na atração. “A gente se prejudicou, porque não ganhou o prêmio do reality e nem as coisas”, declarou, afirmando que ninguém procurou ouvir os trabalhadores antes de tirar conclusões.

As Patroas” colocou 11 empregados domésticos da casa de Viih Tube e Eliezer em desafios filmados para as redes. Entre as dinâmicas criticadas estavam procurar moedas de plástico em espaços como lixeiras e vaso sanitário. A repercussão levou o Ministério Público do Trabalho a abrir apuração sobre possível violação de direitos e exposição incompatível com a dignidade dos trabalhadores.

Leinha não nega que a polêmica acabou com o programa, mas insiste que a versão da equipe foi ignorada. “Só ouviram as páginas de fofoca, os boatos. Só quiseram saber de metralhar a gente”, disse, resumindo a revolta em duas palavras na legenda: “Estou revoltada”.

A questão é mais complicada do que a fala de uma pessoa resolve. O fato de participantes dizerem que aceitaram estar ali não encerra automaticamente o debate sobre exposição de trabalhadores e limites da relação entre patrão, empregado e entretenimento. É justamente isso que o MPT passou a analisar.

Tomei o último gole do café olhando os barcos da marina e pensando que o reality acabou, mas a discussão só começou. Leinha quer ser ouvida; o público quer respostas; e os R$ 350 mil, segundo ela, não virão para quem estava na frente das câmeras.

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