A atriz colocou objetos pessoais à venda pelo WhatsApp e escreveu com todas as letras o motivo: “Por necessidade mesmo, tá? Pagar contas! Aceito ofertas”. É uma frase pequena, mas que diz muita coisa sobre a situação financeira que ela voltou a enfrentar.
Narjara, hoje com 59 anos, anunciou entre os itens um box de livros ainda fechado. A dificuldade não aparece pela primeira vez. Em junho de 2025, ela promoveu uma rifa para tentar arrecadar R$ 4 mil destinados ao tratamento de seu gato, que havia passado por uma cirurgia. E, no início dos anos 2000, quando enfrentava uma fase de poucas oportunidades profissionais, chegou a vender água de coco em Copacabana.

E é impossível olhar para essa história sem lembrar do tamanho da trajetória dessa mulher. Narjara começou na televisão ainda nos anos 1970, ganhou projeção nacional em Malu Mulher e depois passou por produções como Páginas da Vida, Salve Jorge e O Outro Lado do Paraíso. Sua participação mais recente na televisão foi em Família É Tudo, em 2024, durante três capítulos.
Ela não parou de trabalhar. Em 2026, entrou em cartaz no teatro com O Filho das Mães e também faz publicidade como renda extra. No próximo dia 2, lança A Reinvenção, autobiografia em que revisita mais de 50 anos de carreira, na Livraria Leitura do Plaza Shopping, em Niterói.

E talvez seja justamente esse contraste que aperte tanto: uma atriz com mais de cinco décadas de profissão precisar escrever “aceito ofertas” para conseguir pagar as despesas do cotidiano. Narjara chamou sua autobiografia de A Reinvenção. Pelo que sua própria história mostra, reinventar-se não é apenas o título de um livro. É algo que ela já precisou fazer mais de uma vez.