Naomi Campbell, ícone da moda britânica, admitiu falhas na administração de sua fundação de caridade, a Fashion for Relief, após investigações da Comissão de Caridade da Grã-Bretanha. Em declarações ao “The Guardian”, um porta-voz afirmou que ela “pode não ter estado tão ativamente envolvida nas operações diárias da instituição como deveria”.
Embora Campbell tenha reconhecido as deficiências em sua atuação, ela nega qualquer má conduta financeira, esclarecendo: “Ela nunca se envolveu em qualquer forma de má conduta financeira”. A controvérsia ganhou força após revelações de que, entre 2016 e 2022, apenas 8,5% das despesas da instituição foram realmente direcionadas a doações, com fundos sendo utilizados em gastos pessoais e pagamentos não autorizados, como serviços de quarto e tratamentos de spa.

Além disso, Campbell foi banida de atuar como curadora de caridade por cinco anos, após uma investigação identificar pagamentos indevidos de 290 mil libras (cerca de 388 mil dólares) a um dos curadores. Em resposta, seu porta-voz reafirmou: “Naomi nunca recebeu pagamento por seu envolvimento com o Fashion for Relief”.

Fundada em 2005, a Fashion for Relief tinha como meta arrecadar fundos para causas humanitárias, mas enfrentou críticas e até mesmo denúncias da Unicef sobre a falta de parceria. Este ano, a instituição foi removida da lista de entidades de caridade da Grã-Bretanha, tornando ainda mais urgente a necessidade de uma revisão em sua gestão.